A ministra Cármen Lúcia afirmou que a igualdade entre homens e mulheres no STF só será alcançada quando houver 11 ministras. A declaração foi feita durante a palestra magna de abertura da 19ª Conferência Mineira da Advocacia, na noite desta quarta-feira, 4, em Poços de Caldas/MG.
Ao explicar a afirmação, a ministra observou que, historicamente, a Corte foi composta apenas por homens, e que as mulheres tiveram de esperar muito tempo para conquistar espaço na instituição.
Ao abordar a participação feminina nos espaços de poder, a ministra também defendeu que uma mulher assuma a presidência do Conselho Federal da OAB. Segundo ela, embora as mulheres representem a maioria das advogadas que pagam anuidade à entidade, ainda é necessário ampliar sua presença nos cargos de direção.
Veja:
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Mulheres na presidência da OAB
A ministra afirmou que gostaria de ver uma mulher na presidência da OAB, especialmente diante da participação feminina na advocacia brasileira.
"Eu quero mulher presidente da Ordem dos Advogados do Brasil. Porque a maioria das advogadas pagantes do Brasil é de mulheres."
Cármen Lúcia demonstrou satisfação com os avanços na ocupação de cargos de liderança por mulheres, mas defendeu que a presença feminina alcance os principais postos da instituição. "Acho ótimo que tenha diretoras, que tenha coordenadoras, que tenha a presidência", afirmou.
Na sequência, a ministra fez referência à história da entidade e à necessidade de ampliar a participação feminina quase um século depois de sua criação.
O evento
A 19ª Conferência Mineira da Advocacia acontece de 4 a 6 de novembro, em Poços de Caldas/MG. Considerado o maior evento jurídico do Estado, o encontro reúne mais de 280 palestrantes em sete palcos. A programação abre espaço para o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e o debate de questões que impactam o Direito, a sociedade e o exercício da advocacia.