Advogada especialista em privacidade, CIPM, CDPO, DPO, autora do livro "IA e Privacidade: O Papel do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais na Nova Era Digital" e mestranda em Direito.
O artigo analisa criticamente o uso de tecnologias de IA em escolas, especialmente sistemas de reconhecimento facial e monitoramento digital de crianças e adolescentes.
O artigo revela como a internet e a IA aceleram a adultização infantil, desafiando leis e direitos. Um alerta jurídico e social urgente sobre infância e tecnologia.
Questões legais que afetam as organizações envolvidas no desenvolvimento e utilização de sistemas de IA, com foco na complexidade regulatória que surge com a adoção dessa tecnologia.
A IA pode amplificar vieses sociais, resultando em discriminação sistêmica. Algoritmos refletem preconceitos dos dados usados e podem violar princípios de igualdade e direitos.
A IA humanizada transforma setores ao integrar compreensão e empatia, melhorando o acesso a serviços, como assistência jurídica e saúde. Facilita interações naturais e reduz erros, beneficiando a inclusão e precisão.
A IA está revolucionando diversos setores, oferecendo avanços significativos em eficiência e inovação, todavia o uso de IA também traz riscos consideráveis, especialmente em termos de segurança e continuidade dos negócios.
Diante do avanço tecnológico e o crescente papel da IA em diversas áreas, incluindo a gestão de recursos humanos, surgem novas preocupações em relação à preservação da privacidade dos candidatos e dos colaboradores.
A Inteligência Artificial tem sido cada vez mais integrada às operações empresariais, oferecendo benefícios que vão desde a automação de processos até a análise avançada de dados.
As diretrizes do NIST ajudam a orientar o desenvolvimento e a adoção responsável da IA em uma variedade de setores, promovendo a confiança e a eficácia desses sistemas em benefício da sociedade.
É crucial adotar medidas de segurança para preservar a privacidade e proteger dados pessoais. A LGPD busca regulamentar a coleta e uso dessas informações, enquanto normas como a ISO/IEC 27018 oferecem diretrizes específicas para ambientes de nuvem, fortalecendo a segurança.
A importância de considerar a privacidade ao utilizar informações em nuvem está intrinsecamente ligada às características particulares desse modelo de computação e à natureza sensível dos dados tratados e armazenados.
Ter um fluxo de atendimento aos titulares bem como poder evidenciar os atendimentos é fundamental para adequação à LGPD, tal como para fortalecer a relação com clientes.
Apesar de não haver tratamento específico, a ocorrência do enriquecimento de bases deve ser sempre justificada nos demais artigos da LGPD visando sempre assegurar transparência aos titulares dos dados e a boa gestão.
A importância de ter um DPO nas instituições de saúde não é justificada apenas pelo cumprimento da LGPD, mas também, por questões organizacionais, de governança e econômicas.