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Preventiva

Justiça mantém prisão de três homens por morte de jovem em rope jump

Trio é investigado por homicídio com dolo eventual após jovem ser arremessada de cerca de 40 metros na ponte do Esqueleto, em Limeira/SP.

Da Redação

domingo, 14 de junho de 2026

Atualizado às 19:57

A Justiça de Limeira/SP converteu em preventiva a prisão de três homens detidos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na ponte do Esqueleto, localizada no limite entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Os suspeitos foram presos em flagrante no sábado, 13, e passaram por audiência de custódia neste domingo, 14, realizada por videoconferência. Com a decisão, eles permanecerão presos enquanto o caso é investigado.

A informação é da Folha de S.Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência é apurada como homicídio com dolo eventual, hipótese em que o agente assume o risco de produzir o resultado. Segundo o G1,  foram autuados Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27; e Maicon Fernandes Cintra, de 42.

Em nota, a SSP/SP informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.

 (Imagem: Reprodução)

Três homens foram presos após morte de jovem durante salto de rope jump em Limeira/SP.(Imagem: Reprodução)

O que aconteceu?

Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, morreu no sábado, 13, ao participar de um salto de rope jump na ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

A dinâmica do acidente passou a ser investigada após a circulação de um vídeo nas redes sociais.

Nas imagens, a jovem aparece sendo conduzida por três homens até a extremidade da plataforma. Em seguida, é lançada para o salto. Logo depois, pessoas que acompanhavam a atividade começam a gritar, fazendo referência à corda.

A queda ocorreu de uma altura aproximada de 40 metros. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas Maria Eduarda morreu no local.

De acordo com a Polícia Civil, o equipamento principal que deveria sustentar a vítima durante o salto não foi conectado ao corpo dela. A corda, segundo a apuração inicial, permaneceu enrolada no chão da estrutura.

Uma testemunha que aguardava para saltar depois da jovem afirmou que não houve conferência dos itens de segurança antes da queda.

O rope jump é uma modalidade de esporte radical em que o participante salta de pontos elevados preso a um sistema de cordas. O movimento produzido após a queda é semelhante ao de um pêndulo. A prática não se confunde com o bungee jump, no qual a pessoa é presa a uma corda elástica que provoca rebotes.

Pouco antes do acidente, Maria Eduarda compartilhou nas redes sociais uma imagem do local e escreveu, em tom de brincadeira: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???".

Nas redes sociais, a jovem costumava publicar registros em meio à natureza e em atividades ao ar livre. Em seu perfil, dizia ter formação em educação física e gestão esportiva.

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