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Tragédia

Justiça manda soltar dois investigados no caso de morte no rope jump

Juíza acolheu pedidos da Polícia Civil e do MP após conclusão de que não havia provas para indiciá-los.

Da Redação

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Atualizado às 09:13

A Justiça revogou a prisão temporária de dois investigados pela morte de uma jovem de 21 anos que caiu de cerca de 30 metros durante um salto de rope jump realizado sem a corda de segurança, em Limeira/SP. A decisão é da juíza de Direito Marcella Caliani, da 2ª vara Criminal de Limeira/SP, após a Polícia Civil e o MP/SP entenderem que não havia mais fundamentos para manter a medida cautelar.

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30, haviam sido presos em 20 de junho, uma semana após o acidente. A Polícia Civil pediu a revogação das prisões ao concluir que não reuniu provas suficientes para indiciá-los.

Na decisão, a magistrada destacou que, se a própria autoridade responsável pela investigação reconhece que a prisão não é mais necessária ao andamento das apurações, desaparece o fundamento que justificou a medida. Ressaltou ainda que o pedido foi acompanhado de manifestação favorável do MP.

"Se a própria autoridade responsável pela investigação afirma que a segregação cautelar não é mais necessária ao êxito dos trabalhos investigatórios, esvazia-se o fundamento que autorizou a decretação da medida. A tal conclusão soma-se a manifestação favorável do Ministério Público, titular da ação penal, o que reforça a ausência de interesse persecutório na manutenção da medida."

 (Imagem: Reprodução/EPTV)

Justiça manda soltar dois envolvidos em tragédia no rope jump.(Imagem: Reprodução/EPTV)

João era apontado como suspeito de sumir com a câmera que estava acoplada ao braço da vítima durante o salto. A investigação, no entanto, não encontrou provas suficientes para indiciá-lo. Em uma carta, o homem já havia negado a acusação.

A polícia também não encontrou elementos suficientes para indiciar Gabriel, apontado como integrante eventual da equipe de rope jump. No momento do salto, segundo a investigação, ele não tinha como visualizar a eventual ausência da corda de segurança na vítima. O rapaz era um dos responsáveis pela debreagem, momento em que a corda passa a sustentar o praticante após a queda livre.

Denúncia

Na terça-feira, o MP/SP denunciou quatro pessoas pela morte da jovem: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.

Os três primeiros responderão por homicídio qualificado com dolo eventual, pelas qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Já Evelyne foi denunciada pelo mesmo crime na modalidade de omissão imprópria, por supostamente ocupar posição de garantidora da segurança dos participantes, além de fraude processual por supostamente determinar a exclusão de imagens gravadas pela vítima em uma câmera GoPro.

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