1) Apesar de Cândido Jucá Filho registrar a presença do hífen na referida forma verbal – e isso sem quaisquer comentários adicionais, lembra Napoleão Mendes de Almeida que o hífen após o verbo haver, nesses casos, é invenção lusa, a fim de se evitar o erro muito comum por lá de se dizer há des, em vez de hás de.
2) Por cá, todavia, nosso sistema ortográfico não o permite de forma alguma, nem implícita, nem explicitamente. Exs.: a) "O advogado há-de chegar a tempo" (errado); b) "O advogado há de chegar a tempo" (correto).
3) Valem as observações para outras formas do verbo haver: hei de, hão de, haverá de, haverão de.