Existe uma crença muito difundida de que, ao entrar com uma ação contra o banco, o consumidor automaticamente conseguirá reduzir drasticamente a dívida, anular juros e “virar o jogo” no processo. A realidade do Direito Bancário é bem menos romantizada.
O Judiciário não é uma loteria favorável ao cliente, tampouco um ambiente de segurança jurídica previsível. Em muitos casos, o resultado final está muito distante da expectativa criada antes do processo começar.
Nem todos os juros são considerados abusivos. Nem toda cobrança é ilegal. Nem todo contrato pode ser revisto como se imagina. A jurisprudência é oscilante, os entendimentos variam entre tribunais e, em não raras situações, há decisões claramente inclinadas a proteger a lógica do sistema financeiro. Isso significa que depender exclusivamente do processo judicial como “salvação” pode ser um erro estratégico grave - e caro.
O que pouca gente percebe é que, no direito bancário, a maior vantagem não está no processo, mas na estratégia antes, durante e muitas vezes fora dele. Saber identificar vícios reais no contrato, quando cabe revisão e, principalmente, quando não cabe, é o que muda completamente o desfecho do caso. A atuação técnica adequada muitas vezes evita ações desnecessárias, encurta caminhos e produz resultados mais concretos.
É exatamente aí que mora a diferença de um advogado bancário especialista. Não se trata de prometer descontos milagrosos ou teses genéricas, mas de saber exatamente o que fazer no seu caso específico. No Direito Bancário, quem aposta apenas no Judiciário pode se frustrar. Quem aposta na estratégia correta, desde o início, aumenta consideravelmente suas chances de um resultado realmente favorável.