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STJ abre sindicância para apurar fatos atribuídos ao ministro Buzzi

A apuração foi instaurada com base em relato apresentado por uma jovem, que atribui ao ministro fatos que caracterizam importunação sexual.

5/2/2026
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Os ministros do Superior Tribunal de Justiça decidiram, por unanimidade, instaurar sindicância para apurar fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi.

A apuração decorre de relato apresentado por uma jovem de 18 anos, que atribui ao ministro conduta enquadrada como importunação sexual.

A deliberação ocorreu na noite de ontem, em sessão realizada especificamente para tratar do caso. Na mesma sessão, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira para compor a comissão responsável pela sindicância. O procedimento tramita em sigilo, em razão da natureza dos fatos apurados.

STJ abre sindicância para apurar fatos atribuídos a ministro da Corte.(Imagem: Max Rocha/STJ)

Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça instaurou procedimento administrativo. O Corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, deu início às oitivas das partes. Na esfera penal, em razão do foro por prerrogativa de função, o caso foi distribuído no Supremo Tribunal Federal ao ministro Kassio Nunes Marques.

De acordo com o relato apresentado, o episódio teria ocorrido no dia 9 de janeiro, no mar, em Balneário Camboriú/SC. A jovem estava com familiares, que passavam alguns dias de férias na residência de praia do ministro, na condição de convidados.

Segundo o relato, durante o banho de mar, o ministro teria se aproximado da jovem, puxado seu corpo para junto do dele e segurado sua região lombar. Ainda conforme a narrativa, a jovem tentou se afastar em pelo menos duas ocasiões, sem êxito imediato.

Após conseguir sair da situação, a jovem deixou a água e comunicou o ocorrido aos pais. A família deixou o local em seguida. Posteriormente, acompanhada de advogados, compareceu à Polícia Civil do Estado de São Paulo para registrar a ocorrência.

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