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Ministra Cármen Lúcia anuncia saída antecipada da presidência do TSE

S. Exa. afirmou que deixa comando antes do prazo para ampliar transição e preparação das eleições de 2026.

9/4/2026
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Ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, anunciou que deixará a presidência da Corte eleitoral, antecipadamente, e comunicou que a escolha da nova cúpula ocorrerá na próxima terça-feira, 14.

A fala ocorreu no final da sessão plenária desta quinta-feira, 9, dando início formal ao processo de transição de gestão.

Pelo sistema de rodízio adotado no Tribunal, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. Já a vice-presidência tende a ficar com o ministro André Mendonça, ambos integrantes do STF.

A data da posse será definida até o fim de maio.

Ministra Cármen Lúcia anunciou saída antecipada da presidência do TSE.(Imagem: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Transição tranquila

A decisão, segundo a ministra, busca assegurar transição mais estável e organizada diante da proximidade das eleições de 2026.

Cármen Lúcia lembrou que permaneceria na presidência até 3 de junho, o que deixaria ao sucessor pouco mais de 100 dias para conduzir as eleições de outubro. Diante disso, optou por iniciar o processo antes do término do mandato.

S. Exa. ressaltou que mudanças na direção da Justiça Eleitoral muito próximas ao pleito podem comprometer o funcionamento administrativo. Ainda, destacou que a condução do processo eleitoral exige planejamento cuidadoso e continuidade institucional.

"As eleições devem ser preparadas [...] sem atropelos, sem afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro", disse.

Também enfatizou que a antecipação da escolha permite que os novos dirigentes tenham tempo para estruturar suas equipes e definir diretrizes de atuação.

Segundo Cármen Lúcia, o respeito institucional e o interesse público devem orientar a transição, especialmente diante da complexidade da organização do pleito.

A ministra também mencionou a sobrecarga decorrente do acúmulo de funções entre o TSE e o STF. Com a saída antecipada, pretende retomar integralmente suas atividades no Supremo.

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