Durante julgamento no plenário do STF nesta quinta-feira, 14, que analisa ações que discutem igualdade salarial entre homens e mulheres, ministra Cármen Lúcia relatou episódio de discriminação de gênero sofrido à época que prestou concurso para procuradora.
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Ao defender a importância de medidas de proteção às mulheres no mercado de trabalho, a ministra relatou que, durante o certame, ouviu que só seria aprovada caso apresentasse desempenho muito superior ao dos candidatos homens.
Segundo a ministra, a justificativa apresentada era a de que o cargo exigiria viagens frequentes para audiências no interior. Para S. Exa., a condição imposta representava tratamento desigual em razão do gênero.
“Ninguém me perguntou se eu podia viajar ou não. Simplesmente eu seria eliminada se eu não tivesse uma nota superior à dos homens”, declarou.
Cármen alertou que situações semelhantes ainda persistem e citou o caso recente de uma procuradora que, segundo relatou à ministra, deixou de ser promovida sob a justificativa de que o cargo exigia viagens.
Assista:
- Processos: ADC 92, ADIn 7.631 e ADIn 7.612