Como este nosso vibrante matutino alertou ontem, começaram a surgir notícias extraídas do celular de Daniel Vorcaro (Migalhas 6.436 - "Tudo às claras").
Este informativo pediu, desde o início, que eventual acesso ao material fosse amplo e institucionalmente regulado. Justamente para evitar o que agora se desenha: informações pingadas, aqui e ali, ao sabor de fontes e interesses.
E há algo curioso nesse gênero de vazamento. Muitas vezes, basta observar onde a notícia aparece, o que foi escolhido para aparecer e quem ela atinge. É Brasília parafraseando o velho provérbio: diga-me quem publica e eu lhe direi quem vazou.
Este nosso rotativo repele o uso consciente do jornalismo como instrumento de recados, vinganças ou guerras particulares. Talvez por isso certas informações jamais atraquem neste porto.
Ou o acesso ao material é amplo, regular e isonômico, ou os próximos dias serão uma sucessão de vazamentos seletivos.
Ao leitor, fica um exercício útil: observe não apenas o que está sendo publicado, mas onde, como e a quem interessa que seja publicado. É certo que notícia é para informar, mas às vezes o caminho percorrido por ela informa ainda mais.