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Conciliação

Audiência termina em acordo e emociona juíza com amizade entre partes

Empregador e trabalhador trocaram palavras de carinho e emocionaram juíza: "aqui não é lugar de briga".

Da Redação

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Atualizado às 14:54

Uma audiência trabalhista no TRT da 23ª região terminou não apenas com um acordo entre as partes, mas também com a amizade reafirmada entre trabalhador e empregador.

O momento, conduzido pela juíza do Trabalho Graziele Cabral, foi compartilhado pela própria magistrada nas redes sociais e mostra a conversa que ocorreu após a conciliação.

Veja:

Depois de alcançado o acordo, o empregador, identificado no vídeo como  Floriano, fez questão de dizer que o processo não havia alterado a consideração que mantinha pelo trabalhador, Edmar.

"Eu tenho um amigo e não é o fato de ter ingressado em juízo essa ação que muda o meu conceito sobre ele."

Floriano elogiou a boa condução da audiência, que permitiu que as partes chegassem a um consenso e evitassem que a divergência se transformasse em um conflito prolongado.

"O senhor Edmar é uma pessoa queridíssima. Vou fazer uma visita para ele, quero dar um abraço nele. Quero que ele sinta que ele tem um amigo."

Ao ouvir a manifestação, a juíza perguntou se Edmar também gostaria de falar. O trabalhador confirmou a relação amistosa e afirmou que nunca havia tido problemas pessoais com Floriano durante o período em que trabalharam juntos.

"Nós nunca discutimos nada, nada. Sempre eu trabalhei com o seu Floriano, sempre pedi informação para ele, nunca fiz nada por conta."

Edmar também deixou um convite para que o antigo empregador o procurasse quando estivesse em sua cidade.

"Quando o senhor vier, me liga. Eu te procuro, eu te dou meu endereço, você vai lá. Um abração para o seu Floriano aí, tudo de bom para o senhor, e tudo que você deseja a mim, que Deus te dê em dobro."

A troca de palavras emocionou a magistrada: "gostaria que fosse sempre assim".

A juíza destacou que a audiência trabalhista não deve ser compreendida necessariamente como um ambiente de confronto, mas também como espaço para solucionar pendências que as partes não conseguiram resolver anteriormente.

"Aqui não é um lugar de briga. É um lugar, muitas vezes, onde a gente resolve algumas pendências que não foram resolvidas, às vezes, entre as partes, pela distância."

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