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  4. Edinaldo, o menino baiano de Salvador

Era uma tarde de domingo, aparentemente como outra qualquer.

Até que tudo parou.

Surgiu a avassaladora notícia.

Relida várias vezes, por um instante, achamos que fosse o pai.

Não podia ser, pois ele falecera há pouco tempo. Logo, o fio de esperança se esvaía.

Em pouco tempo, com a notícia veio a foto; não havia mais como negar.

Era o nosso amigo Edinaldo, menino baiano de Salvador, radicado em Sergipe, quem partia.

Todos em choque.

Da angústia veio o silêncio, seguido da lágrima, do pranto.

Como podia ser verdade que a sua história tivesse sido interrompida na plenitude dos seus 49 anos?

Iniciava-se ali a dor da perda do pai, do esposo, do irmão, do juiz, do amigo.

Perdíamos o sorriso contagiante que nos abraçava, o olhar sincero e atento dedicado a todos que precisassem dele, a qualquer instante, a qualquer momento.

O que seria de “nós” sem “você”? Apesar da sua ausência, tivemos de continuar, pois as causas, as crianças e os afetos que sempre nutriste precisaram se acolher e se unir para nos forjar mais fortes.

A partida foi apenas um até breve no plano terreno, mas o seu legado permanece presente, no tempo de agora, e presente nos feitos alcançados.

Poderíamos recordar aqui a sua vasta competência técnica, os seus prêmios e o reconhecimento profissional, mas preferimos relembrar o homem, Edinaldo, cujos predicados certamente trarão uma lembrança feliz em quem chegar este texto.

O seu trabalho na Terra encerrou-se, mas todos “nós” continuamos aqui, unidos pela sua causa, pela sua afetividade e pela sua amizade.

Essa é uma pequena singela lembrança das suas amigas e amigos da “Coluna Olhares Interseccionais”

Membras e Membros da Coluna Olhares Interseccionais