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Crise no STF

Gilmar aponta viés eleitoral em caso Master: “separem o Supremo das eleições”

Ministro criticou o momento de produção e divulgação de relatório envolvendo Moraes e apontou “Evidente condução político-eleitoral. Escolha do 7 de setembro, até pixulecos. Isto não se faz.”

Da Redação

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Atualizado às 13:29

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou nesta terça-feira, 15, o que classificou como viés político-eleitoral na condução dos desdobramentos do caso Banco Master. Para o ministro, o momento escolhido para a produção e divulgação de relatório com mensagens envolvendo Alexandre de Moraes inseriu indevidamente a Corte no cenário das eleições de 2026.

"Evidente condução político-eleitoral. Escolha do 7 de setembro até pixulecos. Isto não se faz. Pessoas decentes não fazem isso", afirmou.

 (Imagem: Arte Migalhas)

“Até pixulecos”: Gilmar Mendes aponta viés eleitoral em caso Master e pede para separar o Supremo das eleições.(Imagem: Arte Migalhas)

Segundo o ministro, suspeitas relacionadas ao caso já estavam colocadas desde março, e relatório da Polícia Federal submetido ao relator em abril detalhava o vazamento que teria dado origem às informações divulgadas pela imprensa.

Nesse contexto, Gilmar questionou o fato de o relator ter aguardado a chegada do período eleitoral para requisitar novo relatório.

“Apesar de todas essas suspeitas já estarem postas desde o início de março, o relator aguardou a chegada do período eleitoral para encomendar um relatório que muito provavelmente implicaria exatamente quem ele buscava implicar”, declarou.

O ministro também criticou a retirada monocrática do sigilo do documento antes que a questão fosse submetida ao plenário. Na avaliação de Gilmar, a medida teria potencial para constranger posições contrárias e criar um fato consumado perante a opinião pública.

“Fica parecendo mesmo que o intuito aqui é jogar com o caos”, afirmou.

Separem o Supremo das eleições

Ao tratar diretamente das repercussões políticas do episódio, Gilmar destacou“separem o Supremo das eleições e não tentem envolver o Supremo nas eleições (...) deixem o Supremo seguir o seu destino, e as eleições que sigam o seu destino. Ao contrário do que se faz aqui.”

O ministro ainda acusou aqueles que tentaram arrastar a Corte para a disputa política de agirem como “aprendizes de feiticeiro”.

"E se deram muito mal, porque são aprendizes de feiticeiro. Tentaram arrastar o Supremo Tribunal Federal para esse tipo de prática e pensaram que iriam ficar imunes e impunes? É de uma desfaçatez decorar frade de pedra, ministro Fux. Decorar frade de pedra! Em nome de Deus! Como em nome de Deus já se fez muita patifaria."

Ao longo da manifestação, chegou a comparar a utilização política do caso a um instrumento de campanha, referindo-se a um “pixuleco, um boneco eleitoral”.

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