Quem acredita que terá dias para “esvaziar a conta” após uma ação judicial pode estar diante de uma nova realidade. O CNJ iniciou a fase piloto de um novo modelo do Sisbajud, sistema utilizado pelo Judiciário para localizar e bloquear valores em contas bancárias.
A principal mudança é a velocidade: ordens judiciais poderão ser cumpridas em poucas horas, reduzindo drasticamente o tempo entre a decisão do juiz e o bloqueio efetivo do dinheiro.
Na prática, o novo sistema amplia significativamente o poder de rastreamento patrimonial em execuções judiciais. Além da rapidez, o modelo passa a permitir monitoramento contínuo de ativos financeiros, dificultando movimentações estratégicas para ocultação de valores.
O impacto deve ser sentido especialmente por devedores em ações de cobrança, execuções, dívidas bancárias, pensão alimentícia e cumprimento de sentença. A tendência é que o antigo cenário em que o executado conseguia antecipar saques e transferências se torne cada vez mais raro.
O avanço tecnológico do Judiciário é inevitável e atende à busca por maior efetividade das decisões judiciais. Porém, a velocidade do novo Sisbajud exige ainda mais atenção tanto de credores quanto de devedores. Em muitos casos, a diferença entre preservar direitos ou sofrer prejuízos financeiros significativos poderá ser questão de horas.