Durante julgamento no STF nesta quarta-feira, 8, ministro Luiz Fux relembrou episódio de quando atuou como juiz eleitoral no Rio de Janeiro. Fux afirmou ter sido perseguido por integrantes do Comando Vermelho após conduzir eleição em uma das maiores zonas eleitorais da América Latina.
Segundo o ministro, a experiência ocorreu em um ambiente que classificou como "absolutamente incivilizado", marcado por dificuldades operacionais e pressões externas.
Relatou que, à época, foi designado para uma zona eleitoral com cerca de 400 mil eleitores e enfrentou graves problemas no pleito, que acabou anulado.
Após a atuação, afirmou ter sofrido perseguição por cerca de seis meses por parte da organização criminosa.
Confira:
Entenda o caso
O STF começou a analisar, nesta quarta-feira, 8, qual deve ser o modelo de escolha do novo governador do Rio de Janeiro após a cassação de Cláudio Castro: se por eleições diretas, com participação do eleitorado, ou indiretas, a cargo da Assembleia Legislativa.
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A controvérsia chegou à Corte por meio da Rcl 92.644, na qual o ministro Cristiano Zanin suspendeu decisão do TSE que previa eleição indireta, ao identificar possível conflito com a jurisprudência do Supremo. Segundo esse entendimento, em casos de vacância decorrente de causa eleitoral e ocorridos a mais de seis meses do fim do mandato, deve prevalecer a realização de eleições diretas.
Paralelamente, o plenário também examina a ADIn 7.942, que questiona dispositivos de lei do Estado do Rio de Janeiro que disciplinam a eleição indireta. Entre os pontos contestados estão a previsão de votação aberta na Assembleia Legislativa e o prazo de apenas 24 horas para desincompatibilização de candidatos.