Migalhas Quentes

Bolsonaro deve ser mantido em prisão domiciliar, opina PGR

Em parecer enviado ao STF, Gonet afirma que não há falta disciplinar capaz de alterar o regime de cumprimento da pena, mas sustenta que arma deve permanecer apreendida.

2/7/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado nesta quarta-feira, 1º, ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator da execução penal.

A manifestação foi solicitada pelo ministro após o episódio envolvendo a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente, encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

Jair Bolsonaro é visto na garagem de sua casa, onde cumpre prisão domiciliar.(Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress)

No parecer, Gonet considerou que não há elementos para concluir que Bolsonaro tenha cometido falta disciplinar capaz de justificar a revisão do regime de prisão domiciliar. Segundo o procurador-Geral, a conclusão da Polícia Civil do DF, que optou por não indiciar o ex-presidente, está amparada pelas circunstâncias apuradas no caso.

Em relação ao armamento, porém, Gonet defendeu que a arma permaneça apreendida. Para o procurador, a condição de quem cumpre prisão domiciliar é incompatível com a posse de arma de fogo.

Indiciamento

Mais cedo, a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre o caso sem indiciar Bolsonaro. O delegado responsável pela investigação entendeu que a arma está regularmente registrada em nome do ex-presidente e que ele não estava proibido de mantê-la em sua residência.

Por outro lado, a investigação apontou indícios para o indiciamento de Estácio Leite, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro, por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O episódio ocorreu após o militar do Exército ser abordado em uma blitz, em Brasília, enquanto transportava a arma. Segundo ele, o armamento seria levado para manutenção, versão posteriormente confirmada pela defesa do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março deste ano, após condenação a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado. Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes decidir se acolhe a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a manutenção do atual regime de cumprimento da pena.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Leia mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos