A estudante de Direito e estagiária do TJ/SP Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros na manhã de segunda-feira, 10, estava no último semestre da graduação e se preparava para concluir o curso ainda neste ano.
O principal suspeito do feminicídio é o ex-namorado da jovem, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, preso em flagrante após o crime.
Reta final da graduação
Lívia cursava o 10º semestre de Direito na Unitau - Universidade de Taubaté e estava na reta final da formação.
Nas redes sociais, compartilhava registros de sua trajetória acadêmica e da proximidade da formatura. Em uma das publicações, apareceu com um anel de formatura ao lado de amigos e familiares e celebrou o momento: “Início do fim de uma das etapas mais importantes da minha vida”.
Além da faculdade, a jovem já acumulava experiência profissional na área jurídica. Desde abril de 2025, fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao TJ/SP. Antes disso, havia trabalhado durante um ano como estagiária do INSS.
Feminicídio
Lívia foi morta na manhã de segunda-feira, 10, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Segundo a SSP/SP, policiais militares foram acionados após uma denúncia de disparo de arma de fogo e encontraram a estudante caída em via pública.
Uma equipe do Samu foi chamada e constatou a morte no local. Familiares e testemunhas apontaram o ex-namorado como possível autor dos disparos.
Com as informações, os policiais localizaram o veículo utilizado pelo suspeito e, depois, foram até o apartamento dele. Carlos Eduardo foi encontrado ferido, aparentemente por um disparo de arma de fogo. No imóvel, os agentes apreenderam um revólver calibre .38.
O local do crime e o apartamento foram periciados. O corpo de Lívia foi encaminhado ao IML, enquanto o veículo usado pelo suspeito também foi apreendido.
Carlos Eduardo permaneceu hospitalizado sob escolta policial e foi autuado em flagrante.
Medida protetiva
À época do crime, Lívia tinha uma medida protetiva de urgência contra o ex-namorado em razão de episódios anteriores de violência, segundo informações divulgadas pelo g1.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba como feminicídio e localização e apreensão de veículo.