A presidente da 3ª turma do STJ, ministra Daniela Teixeira, prestou homenagem ao jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do Consultor Jurídico – ConJur, que morreu no último sábado, 3, aos 71 anos.
465826
No início da sessão, a ministra comunicou o falecimento "com imensa tristeza pessoal e institucional" e destacou o pioneirismo de Chaer na comunicação jurídica digital.
Segundo Daniela Teixeira, o jornalista ajudou a aproximar o Judiciário da sociedade ao investir, há mais de duas décadas, na divulgação de conteúdo jurídico pela internet.
"Ele foi um pioneiro na comunicação digital que ajudou a levar o Judiciário para todo o Brasil", afirmou.
A ministra também ressaltou a contribuição do ConJur para a divulgação de novos autores, advogados e juristas, por meio da publicação de artigos e análises jurídicas.
"Divulgou milhares de novos autores, milhares de advogados, juristas, com artigos atuais, artigos que todos nós lemos e citamos."
Para Daniela Teixeira, a morte de Chaer representa uma perda para diferentes atores do sistema de Justiça.
"Foi uma perda imensa para todos que fazem parte do Judiciário, a Advocacia, o Ministério Público, todos nós."
Ao final, Daniela Teixeira propôs o envio de ofício de condolências ao filho, à esposa e aos colegas e amigos do Consultor Jurídico. A homenagem foi acolhida pelos demais ministros da 3ª turma, pelo MP e pela advocacia.
Legado de profissionalismo
Ministro Humberto Martins também prestou homenagem a Márcio Chaer e destacou o legado deixado pelo jornalista.
Segundo o ministro, Chaer foi um "notável jornalista e amigo", que construiu uma trajetória marcada por ética, profissionalismo e coragem.
"Perde o Brasil um exemplo de brasileiro, deixando um legado de ética, profissionalismo, coragem e um verdadeiro apaixonado pelo Estado Democrático de Direito."
Humberto Martins afirmou ainda que a morte de Chaer deixa em luto o sistema de Justiça e a cidadania e ressaltou o respeito conquistado pelo jornalista, especialmente entre os profissionais da imprensa.
Para o ministro, Chaer se destacou por exercer um jornalismo comprometido com o Estado de Direito e com o país.
"Era respeitado por todos, de maneira especial pelos jornalistas brasileiros, por fazer um jornalismo em favor do Estado de Direito, mas, sobretudo, do Brasil."
Ao concluir, Martins afirmou que homenagear Chaer também significa reconhecer aqueles que, segundo ele, trabalham pelo país e pela "boa imprensa".