O empresário e influenciador Pablo Marçal afirmou que aceitaria integrar a Suprema Corte por indicação de Flávio Bolsonaro, caso o senador seja eleito presidente. Ao mencionar seu diploma de Direito, disse que iria “tocar o terror lá no STF”.
Uma cadeira entre as opções
A possibilidade foi levantada pelo próprio Marçal durante participação em programa da BNTV Brasil, no domingo, 4. Enquanto comentava o resultado do primeiro turno, ele manifestou disposição para assumir funções que Flávio lhe atribuísse em uma eventual gestão.
Ao cogitar uma indicação para o Supremo, Marçal mencionou seu diploma de Direito e declarou:
“Eu vou tocar o terror lá no STF.”
O empresário também citou um possível ministério da “Superinteligência” e reiterou que aceitaria outras funções. Assim, colocou-se à disposição tanto para uma eventual indicação ao Judiciário quanto para atuar no Executivo.
Veja:
Fora da disputa
Marçal está inelegível até 2032 em razão de condenação relacionada à realização de concursos de cortes de vídeos durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A prática foi considerada uso indevido dos meios de comunicação social.
O empresário também teve o registro de candidatura à Presidência da República pelo PRTB rejeitado por unanimidade pelo TSE em 11 de setembro. O pedido foi negado por falta de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal.
Além do diploma
Para integrar o Supremo, uma indicação presidencial é apenas uma das etapas. O escolhido precisa cumprir os requisitos constitucionais e obter a aprovação do Senado antes de ser nomeado.
A Constituição exige que os ministros sejam brasileiros natos, tenham mais de 35 e menos de 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. A graduação em Direito não aparece expressamente entre essas condições.
Após a indicação pelo presidente da República, o nome passa por sabatina na CCJ e segue para votação no plenário do Senado. A aprovação exige maioria absoluta, correspondente a pelo menos 41 dos 81 senadores.