terça-feira, 19 de outubro de 2021

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Marketing Jurídico

Questionamentos pontuais do marketing jurídico.

Alexandre Motta
sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Ostenta-não

Respondendo aos amigos Jurandir Cunha Lopes, Glauber P. Silva, Joaquim e Soraia, aproveito a coluna de hoje para falar da polêmica da ostentação. Todos estes amigos me perguntaram, de uma forma ou de outra, o que eu estava achando da polêmica envolvendo o artigo 6º do novo provimento 205/21 (em especial o Parágrafo Único) que fala sobre a ostentação. O artigo diz: Art. 6º Fica vedada, na publicidade ativa, qualquer informação relativa às dimensões, qualidades ou estrutura física do escritório, assim como a menção à promessa de resultados ou a utilização de casos concretos para oferta de atuação profissional. Parágrafo único. Fica vedada em qualquer publicidade a ostentação de bens relativos ao exercício ou não da profissão, como uso de veículos, viagens, hospedagens e bens de consumo, bem como a menção à promessa de resultados ou a utilização de casos concretos para oferta de atuação profissional. Então gostaria de colocar três pontos aqui. O primeiro é pessoal: quero deixar claro que, para mim, uma das coisas mais "vergonha alheia" é ostentar. Para mim não faz sentido algum. Em nenhuma esfera, seja pessoal, seja profissional. Isso só demonstra um ego frágil e carente pela aprovação dos outros. Os verdadeiros ricos nunca ostentam. Ou você já viu o Zuckerberg, Gates ou Musk tirando foto com carrão, mostrando o relógio, printando saldo bancário, etc.? Não viu e nunca vai ver. Quem realmente tem o que ostentar, quase nunca o faz. E é aí que está realmente a mentalidade de rico, comparado à carência e baixa estima de quem precisa ser visto como rico. Enfim, essa é a minha opinião pessoal. O segundo ponto é mais técnico: onde exatamente você leu no texto do artigo 6º que você deveria parar de atuar, da maneira que você acha interessante, na sua esfera pessoal? As pessoas estão me perguntando "Vou ter que parar de postar as fotos das minhas viagens ou de minhas conquistas nas redes?". A resposta é simples: NÃO. Na sua vida pessoal você faz o que você quiser. O que a regra vem coibir é esse tipo de mentalidade para fins PROFISSIONAIS, principalmente se atrelados a algum tipo de forma prospectiva. Ou seja, na esfera profissional, você não pode (e nem deve, para ser sincero) atrelar sua atuação a qualquer item que tente passar a ideia de "Olha como sou bom, olha como sou rico, olha como sou poderoso". Então entendam que estamos falando apenas da sua vida profissional e nunca da esfera pessoal. Nela você pode passar a vergonha que quiser e a OAB não pode falar nada. Então resumão para quem ainda faz textão de revolta nas redes: Esfera pessoal - faça o quiser Esfera profissional - sem ostentação, mantendo discrição e sobriedade (dica: vocês não são modelos internacionais, nem lordes da dança e nem rappers, parem de se portar como). Por fim, o terceiro e último ponto: por que você deveria ostentar? Como disse anteriormente, para mim não faz sentido. O seu cliente quer o problema resolvido, ele não quer ser você. Se você vai de helicóptero ou de patins para algum lugar, tanto faz, desde que você resolva o problema dele que está em suas mãos. É comum ver nestes ostentadores de plantão, o cuidado impecável com o cabelo, o terno, o vestido, o charuto, a bolsa, o sapato, o carro, a pose, os vídeos, o melhor ângulo, os likes e dezenas de outras coisas que só de pensar já dá sono. Mas e se todo esse tempo fosse destinado ao cliente e aos estudos? Acho que a longo prazo isso seria muito mais aproveitável. Post maravilhoso no Instagram e cliente sem saber como está seu andamento? Isso para mim não é advogado competente. Enfim, esta é a MINHA opinião sobre o assunto. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Destravando o score

A amiga Cláudia Cristina Bianchi Tagliaferro pergunta: "Boa noite caro professor! Muito prazer em falar contigo! Sou advogada atuante ininterruptamente há mais de 16 anos e eu fiz um curso para vender para pessoas que precisam de ajuda sobre limpar o nome e regularizar ilicitudes no Bacen. Eu não quero em hipótese alguma captar clientes, eu quero ensiná-los através das minhas vídeo aulas como resolver esses problemas administrativamente. Eu quero saber se posso fazer propagandas em forma de vídeo me intitulando advogada e explicando o meu curso, dizendo sobre minha experiência profissional e minha idoneidade, sem infringir o código de ética profissional, ressalto que não é pra captar clientes processuais e sim clientes que adquiram meu curso e confiem em mim, que eu crie uma autoridade comercial com base na minha experiência jurídica! Agradeço muito por responder." Cláudia, obrigado pela pergunta. Aqui temos um cenário complicado, onde podemos analisar por diversos ângulos. Vou tentar colocar aqui alguns. Apesar de que a intenção em levar informação ao mercado seja louvável e um grande ponto de destaque nos seus materiais, o fato é que isso ainda é um curso que está sendo vendido a potenciais clientes. A interpretação que qualquer tribunal vai fazer é de que isso é uma ação de captação de clientes e isso pode trazer problemas futuros a você. No novo provimento 205/2021, existe um texto explicitando e liberando a venda de livros, cursos, seminários, etc, porém esta regra só vale quando o público alvo forem outros advogados, estagiários ou estudantes de Direito. Ou seja, não conseguiríamos nem encaixar essa nova possibilidade na sua situação. No frigir dos ovos, ainda estamos vendendo material para possíveis clientes, mesmo se a intenção for apenas educar. Veja que as palavras "vender" e "possíveis clientes" são o problema aqui. E aí eu te pergunto: porque você não muda a estratégia? Leva informação de graça, faça vídeos sem custo mostrando os caminhos possíveis aos seus clientes (obviamente sem mostrar o passo a passo que deveria ser feito por você), se faz notória no segmento que já tem tanto conhecimento e aguarda as pessoas te procurarem? Desde que me conheço como consultor, sempre defendi que se você levar informação focada e relevante ao mercado, ele responde te dando autoridade e negócios. Tenho certeza que os valores que você ganha hoje com a venda de curso serão amplamente ultrapassados quando você começar a mostrar a todos que você é a referência para solucionar os problemas de seu público alvo. Em breve, se o mercado quiser "destravar o score" (como está em seus materiais) terá como forte referência a dra. Cláudia Cristina Bianchi Tagliaferro. Depois disso, o cenário se tornará muito mais favorável. Talvez essa não seja a resposta que você queria, mas infelizmente as regras precisam ser respeitadas e só comento esses detalhes, não para desmotivar, mas para que você tenha ciência de possíveis problemas que estejam vindo em seu caminho. Eu sei que existem dezenas de advogados que seguem esse caminho de venda de conteúdo para possíveis clientes, onde alguns tem problemas e outros não são pegos, mas eu sempre prefiro posicionar meus leitores e clientes para trilhar sempre o caminho mais seguro. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O bonequinho do ego

O amigo Leite Pedrosa comenta: "E aí, meu amigo, quando você vai ter seu bonequinho Funko? Rsrsrsrsrs O que achou da ação?". Pedrosa, obrigado pelo humoroso comentário. Impossível ser da comunidade jurídica e não ter sido bombardeado, na semana que passou, sobre a ação de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil que lançou um boneco Funko (febre entre colecionadores) de seu sócio majoritário. E isso nos traz análises dos mais diversos tipos que tento resumir aqui. Em primeiro lugar vamos falar do ego. Na minha percepção (minha e unicamente minha), qualquer indivíduo, independente do nível intelectual, profissional ou pessoal que tenha alcançado, nunca deveria exaltar sua própria pessoa. Isso é extremamente oposto a uma das características mais importantes de um ser humano, que é a humildade. Uma coisa é quando alguém fala algo de bom sobre você ou faz alguma ação enobrecendo seu caráter. Outra coisa é você mesmo ficar promovendo isso. "Olha como sou importante", "Olha o que eu já fiz", "Olha onde estou aparecendo", etc. Vejo aí então (mesmo sem ser psicólogo), uma característica de carência emocional muito forte, onde a pessoa tem que tentar solidificar que ela é relevante aos demais constantemente, sempre mostrando esse autoengrandecimento pessoal e profissional. E já que usamos a palavra autoengrandecimento, vamos partir para o próximo item da análise, o novo provimento 205/2021. Nele existem textos falando e moldando o advogado para que não parta para esse lado de tentar se mostrar com a autointitulação de o melhor. Ser o melhor deve ser um conceito que o mercado deve dar ao advogado, nunca dado por ele mesmo. Nada mais vergonha alheia do que falar "eu sou o melhor" e as pessoas pensarem "quem disse?". Então aqui vemos que, além de projetar uma imagem de carência, você está claramente fora das novas regras do provimento. E, para falar a verdade, de qualquer provimento anterior também, afinal de contas a ação pode ser tudo, menos sóbria e discreta. Terceiro e último ponto a conversarmos sobre o tema de hoje, é o fato de que o escritório justificou que a ação era de endomarketing, ou seja, era para ser apenas uma ação interna, para os funcionários. Pergunto então: como foi a análise interna feita para que se chegasse à conclusão que todo funcionário gostaria de ter um bonequinho de seu chefe em sua mesa? "Você gostaria de uma bonificação salarial ou de um bonequinho do sócio em sua mesa?", "Você gostaria de uma ação interna de integração entre os colaboradores ou de um bonequinho do sócio em sua mesa?" ou "Você gostaria de um aumento dos benefícios oferecidos pelo escritório ou de um bonequinho do sócio em sua mesa?". Se a resposta foi o bonequinho, gostaria de parabenizar esses ilustres fantasmas. Espero poder ver o dia onde as pessoas façam as coisas certas simplesmente por serem certas, sem ter que tentar mostrar, como crianças, "olha mamãe, que desenho lindo eu fiz". Se você faz seu trabalho bem e dá resultados aos seus clientes, não precisa ficar constantemente se exaltando em busca de atenção e fortalecimento de seu ego. Você está fazendo sua parte para tornar o mundo melhor e isso, e apenas isso, vai constar em seu legado e carma. O "olha pra mim, olha mim, olha pra mim", na maioria das vezes, é triste de se olhar. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 20 de agosto de 2021

F.O.C.U.S.

O amigo Renato pergunta: "Não consigo prospectar nem pessoa física e nem pessoa jurídica. O que faço de errado?" Renato, obrigado pela pergunta. Recebo diversas perguntas que tem cunho diretamente relacionado com o dia a dia do advogado e sua luta com o marketing. Porém, estas são as mais difíceis de responder. Não pelo cunho teórico, mas sim pelo fato de que, para existir uma resposta adequada, eu precisaria de uma análise muito maior e melhor do que apenas um pequeno posicionamento. Veja que seu e-mail veio até mim sem assinatura ou um endereço digital representativo de sua marca que eu pudesse "investigar" para te dar uma resposta mais condizente. Sem te conhecer melhor, você é, até o momento, apenas o Renato do e-mail [email protected] Peço então, a todos que enviam perguntas, que me dêem mais detalhes nas consultas para que eu possa ajudar mais. Estou aqui para isso mesmo. Posto isso (e, novamente, com as poucas informações que tenho) percebi que você citou dois focos prospectivos um pouco divergentes entre si, que é a busca de pessoas físicas e a busca de pessoas jurídicas como prospectivos. Veja que, por natureza, as ferramentas de "ataque" para esses públicos são diferentes em formato, amplitude e atuação. Ferramentas que servem para chegar em um público não necessariamente chegam em outro. E isso nos trás uma das certezas que temos dentro do marketing jurídico: sempre tenha em mente qual o público alvo (ou persona, como muitos falam) que você quer atingir. Sem isso, sua atuação fica compromissada e ineficaz. Mesmo que sua atuação jurídica seja realmente para os dois públicos, suas ações prospectivas tem que ter foco diferenciado. Foco é a palavra-chave, sempre. Outro dia vi na internet um artigo em inglês que trazia uma classificação para a palavra F.O.C.U.S (Foco) que achei interessante. Trago aqui na coluna de hoje: F - Follow O - One C - Course U - Until S - Succesful Em tradução livre isso ficaria "Siga uma direção até ter sucesso". E é isso que posso te posicionar hoje, meu amigo Renato: primeiro, escolha seu foco de prospecção adequada e separadamente. Depois trilhe este caminho até conseguir o sucesso. Eu sei que tem muitos pontos no meio disso tudo, mas com as informações que temos hoje, a dica fica como base para seu planejamento posterior. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 30 de julho de 2021

O novo marketing jurídico

A coluna de hoje sai um pouquinho do formato tradicional tendo em vista as muitas perguntas envolvendo as novas regras da publicidade na advocacia, ou seja, o recém-chegado provimento 205/2021. Desde que foi ventilada a possibilidade do novo cenário e a aplicabilidade das novas diretrizes na rotina do advogado, muita gente vem me perguntando o que muda, como muda, como devo me adaptar, qual o impacto que isso tem na vida do advogado e qual minha opinião sobre o novo provimento. Em função disso, no dia 9 de abril deste ano, minha coluna foi basicamente falando: "não adianta ficar falando sobre regras que podem ou não ser aprovadas...Vamos aguardar". Dito e feito: vi palestras, lives e diversas ferramentas sendo usadas para explicar ações que, em última instância, nem fizeram parte das novas regras. Que perda de tempo. E terminei a coluna de abril com a seguinte promessa: "acho irrelevante ficar remoendo regras que podem ou não ser parte da versão final do texto, mas prometo, assim que essa finalização ocorra, fazer uma coluna ou artigo falando sobre a relevância ou aplicação de cada um dos itens". E como promessa é dívida, fiz melhor. Com a aprovação real do texto final, não escrevi nem uma coluna e nem um artigo sobre o assunto, mas sim um livro todo explicando as novas regras e qual o novo formato que a publicidade e o marketing jurídico devem ser assumidos pelos advogados à partir de agora. "O Novo Marketing Jurídico" é o primeiro livro sobre o assunto no Brasil e, para aqueles que querem conhecer, clique aqui.  Então obrigado a vocês que acompanham a coluna (e que inclusive sugeriram o título do livro), que me fazem perguntas constantes e que querem saber mais sobre marketing jurídico ético. Espero que a nova obra elucide e ajude esta nova fase. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 16 de julho de 2021

Linkedin vai virar Facebook?

A amiga Ariana Consuelo Chaves pergunta: "Alexandre, você já percebeu que o Linkedin está virando Facebook?"  Ariana, obrigado pela pergunta. Pelo seu comentário, imagino que você esteja se referindo a muitas postagens colocadas no Linkedin que acabam não respeitando o foco empresarial e profissional que a rede tem. Se é isso, concordo plenamente. Muitas pessoas não conseguem distinguir uma rede mais aberta à conteúdos pessoais e diversos como o Facebook e transformam o Linkedin em palanque político, veículo para piadas e cartas extensas (o famoso "textão") que nada tem a ver com o perfil da ferramenta. Já falei isso em outras colunas, artigos e livros: cada ferramenta tem seu perfil e isso deve ser respeitado, com o perigo de ser mal interpretado e até visualizado de maneira risível. Mas, mesmo com todos os alertas, ainda tem gente entrando sem camiseta e de chinelo na reunião de negócios, infelizmente.  Outro dia vi, inclusive, um advogado colocando, no Linkedin, fotos da viagem de alguns anos passados com o título "TBT de Bons Tempos". O post era super lindo e fofo, mas a verdade é que o local para colocar isso não é o Linkedin. Me parece, portanto, que esse advogado vai a uma reunião com um cliente prospectivo para falar de negócios e a primeira coisa que faz é sacar um maço de fotos para mostrar as férias para ele. A analogia pode ser exagerada, mas se ele está se mostrando errado nas redes sociais, nada impediria dele se mostrar errado na vida real, tendo em vista que não entendeu COMO deve se portar em determinado ambiente. Um cenário nada profissional, pelo menos na minha opinião. Essa história só reforça então a teoria que a Ariana comenta aqui. Mas será mesmo? O Linkedin vai virar Facebook? Eu particularmente tenho esperanças de que isso não aconteça e que as pessoas entendam que tudo tem seu lugar e formato.    E já que eu comentei sobre TBT, comento aqui um detalhe que apenas chatos como eu conseguem ver. A expressão "TBT" é uma abreviação para a frase em inglês "throwback thursday". Em tradução livre significa, portanto, "quinta-feira da nostalgia". Então, em que dia da semana esse tipo de postagem deveria ser feita?  Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail  (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.  Bom crescimento!
sexta-feira, 25 de junho de 2021

Falta de educação virtual

O amigo Onório pergunta: "Vejo que muitas transações digitais perderam seu charme em função da falta de contato real entre as pessoas. Pessoas estão online mas desconectadas das pessoas com quem estão falando. Situações que nunca ocorriam cara a cara acontecem em uma reunião virtual". Onório, obrigado pelo comentário. Concordo em partes, até porque existem diferentes usos das ferramentas, por diferentes pessoas em diferentes situações. Mas acho que pelo comentário, você deve estar falando sobre a falta de educação de algumas pessoas (novamente, nem todas) que acreditam que, por estarem em um ambiente digital, não precisam dar atenção à detalhes importantes. Em função disso, vemos, por exemplo, reuniões (não estou aqui falando de palestras ou aulas) onde as pessoas se desconectam (como você mencionou) e começam a fazer outras coisas enquanto a outra pessoa está falando. O cenário é estranho: um indivíduo falando e se dirigindo à outro e este verificando o celular, mexendo no computador, falando com alguém, brincando com a criança, enfim, focando em qualquer outro cenário, menos o da pessoa que está conversando com ele. Eu mesmo já passei por essas situações e tenho certeza que elas não ocorreriam se a reunião fosse presencial. Esse cenário me lembra um dos diálogos mais ridículos que já vi em uma propaganda na TV, onde mostra-se uma pessoa que faz várias coisas ao mesmo tempo e uma outra que comenta que ela é desfocada. Então a primeira dispara "Não é que eu não sou focada. É que eu sou focada em várias coisas ao mesmo tempo". Meus santos, me ajudem! O conceito de estar focado é se direcionar para UM assunto. Não adianta querer desvirtuar um conceito só para parecer descolado. Inventar um conceito a partir da negação do original só pode ser ação de estagiário de publicidade que não tem conhecimento algum de nada, algo como "primeiro dia de faculdade". A propaganda foi tão ruim que, além de ter ficado pouquíssimo tempo no ar, marcou a idiotice de conceito inventado e não a marca do produto em si (eu mesmo não lembro). Se temos educação real, aquela do olho no olho, do respeitar a pessoa a qual está se dirigindo e a de dar atenção focada ao interlocutor, essa educação se reflete no pessoal e no digital. Sem desculpas. E como dica para fechar essa coluna de hoje: procure um vídeo do Simon Sinek (um mega palestrante americano) no Youtube que fala sobre a educação nos meios digitais e no trabalho como um todo. Tem tudo a ver com o que falamos aqui hoje. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 11 de junho de 2021

Mundo BANI

O amigo Jonas Barreiro pergunta: "Tenho um pouco de dificuldade de acompanhar todos os termos técnicos que surgem. Outro dia aprendi sobre o Mundo VUCA e hoje já vi palestras sobre o Mundo BANE. Qual a diferença ou é a mesma coisa?" Jonas, obrigado pela pergunta. Pois é, meu amigo, o mundo não para. O que era válido um tempo atrás já não faz sentido agora. Essa evolução constante sempre aconteceu e sempre acontecerá, felizmente. E, obviamente, nos últimos tempos, a pandemia ajudou o mundo a se reinventar e acelerar estas mudanças. Então, o que valia para o conceito de Mundo VUCA - que era sigla para Volatility (Volatilidade), Uncertainty (Incerteza), Complexity (Complexidade) e Ambiguity (Ambiguidade) - já está no passado. A descrição de mundo hoje está sendo associada à sigla BANI (não BANE). O acrônimo BANI significa Brittle (Frágil), Anxious (Ansioso), Nonlinear (Não linear) e Incomprehensible (Incompreensível) e mostra um mundo pós pandemia que tem cada vez mais capacidade de se renovar, onde cada peça não tem mais a estabilidade e segurança de outros tempos. Tudo pode ser remodelado em função de ideias, tecnologia, disruptividade e novos cenários econômicos e sociais. O "novo", neste contexto atual, dura pouquíssimo tempo e já está presente em nossa vida, sem percebermos. Você já viu como diversas empresas e escritórios fecharam as portas na pandemia, por não terem se preparados corretamente? Fragilidade. Você já viu como as pessoas estão desesperadas por saber o que vai acontecer em suas vidas pessoais e profissionais? Ansiosidade. Você já viu como um planejamento feito para um longo prazo pode ser "destruído" por fatos alheios ao criador, como uma pandemia? Não linearidade. Você já viu como as pessoas estão perdidas com tantas fake news e mentiras diariamente sendo bombardeadas em todas as mídias? Incompreensibilidade.   Então, respondendo sua pergunta se são a mesma coisa: não, não são. Na verdade, o mundo BANI é a evolução do mundo VUCA. E não tenha vergonha alguma de ter dificuldade de acompanhar os termos modernos. A verdade é que metade dos termos pomposos hoje são cópias de outros termos. A pessoa vê uma metodologia, dá um outro nome, e tenta convencer o mercado que aquilo é novo. Então temos muitos termos diferentes para coisas iguais. Uma lástima que realmente só ajuda a atrapalhar. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 14 de maio de 2021

Design Thinking, Legal Design e Visual Law

O amigo Prof. Me. Nicholas Merlone pergunta: "Poderia falar um pouco sobre Legal Design e Design Thinking aplicados ao Marketing Jurídico? Muito Obrigado! Forte abraço!" Nicholas, obrigado pela pergunta. Acredito que a resposta à sua pergunta esteja na conceitualização dos termos, pois só assim você conseguirá entender e assim customizar a sua necessidade em cima de cada ponto. Então vamos lá: Design Thinking Embora muitas pessoas pensem que a palavra "design" aqui esteja associada a "arte" ou "beleza", a verdade é que o termo é destinado a pensar em soluções mais criativas para problemas que o mercado possa ter. A ideia aqui é ter como base as necessidades e obstáculos impeditivos das pessoas e criar conceitos e ideias que possam, de uma maneira mais facilitadora, finalizar essas dores de cabeça. O "design" então, mais do que beleza, propõe uma nova cultura de trabalho para resolver problemas antigos. É, basicamente, ver com um olhar mais dinâmico ou enxergar novos caminhos através da perspectiva do consumidor final. Geralmente, o Design Thinking trabalha com cinco fases: entendimento do problema, compilação de informações, geração de ideias, materialização de ideais e, por fim, validação. Legal Design Se o Design Thinking tenta buscar novos caminhos criativos para ajudar as pessoas, o Legal Design tem foco em ajudar o mercado consumidor de serviços jurídicos em um dos problemas mais consistentes e constantes apresentados: como mostrar o Direito para pessoas que não são advogados. Quando se fala em Legal Design, a ideia é pensarmos em uma maneira adequada para fazer com que o Direito se torne mais atrativo e simplificado para o indivíduo que não faz parte do mundo jurídico. É, basicamente, pensar "fora da caixa" no quesito "como mostramos nosso trabalho de maneira mais fácil ao mercado?" Apesar de não estar na sua pergunta, acho muito importante conceitualizarmos também o que muitas pessoas confundem com Design Thinking e com Legal Design: o Visual Law. Então vamos lá: Visual Law Se Legal Design é a mudança de cabeças e atitudes no setor jurídico visando uma união mais clara entre mercado e advogado, criando assim profissionais que pensem de uma forma mais atrativa, o Visual Law basicamente é a manifestação desse pensamento através da criação de documentos que instintivamente sejam de fácil compreensão ao não advogado. O Visual Law foca na otimização de documentos jurídicos, unindo elementos visuais do Design (tais como vídeos, infográficos, fluxogramas, bullet points, storyboards, ícones, entre outros) ao seu conteúdo original. É, basicamente, proporcionar uma comunicação jurídica utilizando-se elementos visuais claros e eficazes. Acredito que a conceitualização destes três itens nos dá a visão mais ampla para que muitos advogados não sigam confundindo um com o outro. Ou pior, usando um termo como sinônimo do outro. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail  (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 23 de abril de 2021

É foto, mas é fato?

A amiga Jucélia Araujo diretamente pergunta: "Posso colocar foto no meu cartão eletrônico?" Jucélia, obrigado pela pergunta. Sendo também bem direto com você: se partirmos do princípio que o cartão físico não pode, segundo as regras atuais, ter foto, entendemos que o cartão digital, por semelhança, também não poderia ter uma imagem atrelada, apesar de não existir nada que diga "cartão digital" nos escritos (até porque em 2000 - data do provimento - eles nem existiam). Por enquanto estávamos falando de cartão físico, era até estranho (pelo menos na minha opinião) ter um cartão com foto. Para os pouquíssimos que recebi em minha vida que tinham foto, a percepção era a mesma: parecia mais cartão de vendedor de imóvel do que de advogado. Porém com os avanços tecnológicos, surgiu o cartão digital que nada mais é do que o bom e velho cartão em nova roupagem digital. E não é que aí o papo se inverteu? Ao ver um cartão digital sem foto (e, portanto, respeitando as regras da advocacia), a impressão que temos é que "está faltando alguma coisa". Concorda? Talvez seja pelo fato de que todas as redes sociais estão atreladas à foto da pessoa (e ter um perfil sem foto é um sacrilégio institucional), mas ficamos com a impressão de vermos um material fraco quando olhamos um cartão digital sem foto. Porém, regra é regra e, portanto, a resposta é "não pode". Maaaaaas.... não se desespere. Estamos no limiar de uma "virada" para um novo provimento que vai substituir o Provimento 94, e, nessa nova leitura, a possibilidade de existirem as cobiçadas imagens são regras reais possíveis (obviamente se o texto final aprovar) e, portanto, você poderá ter sua foto no cartão, tanto físico (por favor não faça isso), quando digital (sim, sim, sim, faça isso). Vale lembrar que a aprovação está prevista para maio, então essas são possibilidades apenas e não fato real ainda. Tenho que lembrar as pessoas constantemente que propositura de texto é diferente de regra factual. Portanto, trate as informações com cautela e respeite - sempre - o provimento ainda vigente. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 9 de abril de 2021

Novas regras do marketing na advocacia

Muita gente me enviou, nestes últimos dias, perguntas referentes às novas regras que estão nascendo para regularizar algumas ações de marketing jurídico. Respondo então, conjuntamente, aos amigos Pedro Junqueira Mattos, Renato Pereira, Amandha Silva, Flávio Albuquerque, Jacira Pontes e Monteiro, João (sem sobrenome no e-mail), Potiguara (sem sobrenome no e-mail) e Advogado Moderno (nome fictício). Obrigado pelos e-mails. Para quem não está acompanhando, o coordenador do grupo de trabalho da publicidade da OAB, Ary Raghiant Neto, apresentou, agora no final de março de 2021, a proposição que altera o provimento 94/2000, que coloca regras (juntamente com o Código de Ética) sobre tudo que envolve publicidade, propaganda e a marketing jurídico na advocacia. Vou falar sobre alguns pontos sobre as mudanças, mas o mais importante de tudo é entender que esta é apenas uma proposição de texto. Não são regras aprovadas. Vejo pessoas assumindo esse texto como "as novas regras do marketing jurídico" já escrevendo artigos e inclusive dando palestras sobre "novas estratégias em cima das novas regras de marketing jurídico" como se isso fosse uma realidade. Na verdade, esses apressados estão muito mais confundindo a advocacia do que ajudando (bom, mas até aí eu já vi tanta besteira e mentira sendo veiculada na internet que não me impressiono mais com nada. Vale qualquer coisa para enganar o advogado e querer se promover, mesmo se isso for um desserviço para a comunidade). Para mim é como suspeitar que estamos com câncer e já começar a quimioterapia, sem ao mesmo escutar o parecer oficial do médico. Que tal então esperarmos as regras serem aprovadas, concretamente, e aí sim damos o parecer, item por item, sobre o caso concreto? Para que a coluna não fique sem um direcionamento de resposta, em uma visão mais genérica, se este texto for aprovado, teremos a evolução mais concreta de possibilidades de atuação, com itens como o reconhecimento do marketing jurídico como ponto de relevância na advocacia, a possibilidade de liberação de posts patrocinados e impulsionamento de publicações, a possibilidade de atuação no Google Ads e, principalmente - e mais relevante na minha opinião - a criação de uma força tarefa, intitulada de "Comitê Regulador do Marketing Jurídico", que irá fiscalizar com maior rigidez as atuações irregulares dos advogados no campo da publicidade, propaganda e demais. No geral, se o texto for aprovado, será uma evolução em como o marketing jurídico pode ser aplicado e regulamentado. Novamente: acho irrelevante ficar remoendo regras que podem ou não ser parte da versão final do texto, mas prometo, assim que essa finalização ocorra, fazer uma coluna ou artigo falando sobre a relevância ou aplicação de cada um dos itens. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 19 de março de 2021

Como em um passe de mágica

A amiga Eliane Freitas comenta: "Desde 2020, tenho acompanhado diversas lives falando de marketing jurídico mas quando se fala em prospecção a maioria delas parte do princípio de que o cliente prospectivo já está na sua frente na reunião. Ninguém fala em como chegar nessa reunião". Eliane, obrigado pelo comentário e devo dizer que você foi uma das poucas a perceber isso. Parabéns, portanto. Muitos palestrantes partem do princípio realmente de que você já está em uma reunião prospectiva, na frente do futuro cliente e te ensinam a perguntar sobre as dores do mesmo, como analisar as respostas padrão, rapport e outros pontos. Isso seria interessante se não tivesse pulado toda a primeira parte de "como eu cheguei nessa reunião". Ela surgiu do nada? Funciona como em um sonho, onde de repente estou lá na reunião? Ela surge como em um passe de mágica? E tente falar a este palestrante "espere um pouco, mas como gerar essa reunião"? Muitos com certeza vão dar respostas genéricas que não te mostram nada. E sabe porquê? Porque prospecção na advocacia é bastante complicado. Não é uma ação única que traz clientes, mas várias ferramentas que atuam ao mesmo tempo para um propósito único: gerar a expectativa de solução na mente do cliente. Não existe prospecção sem imagem corporativa, não existe palestra sem folder, não existe reunião sem cartão, não existe assessoria de imprensa sem geração de conteúdo, não existe redes sociais sem retroalimentação do que o mercado quer ver. Isso só para citar algumas pequenas conexões entre as ferramentas. E é isso que as pessoas não percebem. Que marketing jurídico não é uma ação, mas sim diversas ferramentas, customizadas ao interesse e ao formato daquele determinado advogado/escritório e que falam entre si, gerando oportunidades de preservação institucional e geração de novos "ataques" prospectivos. Assim como você, muita gente recebe esse tipo de resposta genérica de "consultores" que na verdade sequer entendem a amplitude e a grandiosidade que o marketing é na verdade (isso sem falar em quando respondem a questão, mas com o olho na venda de algum serviços deles). Meu conselho para você: se algum palestrante estiver falando de marketing e só estiver falando de uma única abordagem, caminho ou ferramenta, desligue na hora. Você está perdendo seu tempo. A não ser que ele ensine a se teletransportar para dentro de uma reunião prospectiva, com em um passe de mágica. Aí eu também quero assistir. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 5 de março de 2021

Black Friday na advocacia

O amigo Pitágoras Oliveira pergunta: "É permitido pelo Código de Ética o advogado se promover usando a Black Friday?" Pitágoras, obrigado pela pergunta. Vou te devolver com outra. "Você acha interessante o advogado se posicionar como o advogado da Black Friday?". Respondendo diretamente sua pergunta, é proibido esse tipo de captação, mas aqui a questão é outra. Seria irrelevante a consulta ao Código para saber se é permitido ou não, se entendêssemos que não é interessante ao advogado se projetar desta maneira. Veja bem, o formato de "feche comigo hoje e daremos descontos de até 50%" não encaixa com a advocacia. Nenhum advogado que queira ter uma vida institucional saudável deveria se colocar à disposição do mercado dessa maneira. Negociar é uma coisa, se leiloar (para não usar uma palavra mais pesada) por qualquer valor é outra. Para mim não ficou claro se você viu algum advogado se promovendo dessa maneira ou se pretende usar desse formato no final deste ano. Se for este segundo ponto, fica aqui a minha dica: Não. Nunca. Em hipótese nenhuma. Apague isso de sua mente. Agora. E nunca mais volte a pensar nisso. Nunca mais. Nunca mais. Brincadeiras a parte, isso não é posicionamento adequado ao advogado, definitivamente. Mas que tal inverter o jogo e se tornar o advogado que ajuda as pessoas a não serem prejudicadas na Black Friday? Existem centenas de casos nesse sentido e aí sim ficaria interessante sua posição de defensor deste público. Está aí um caminho muito mais interessante, prático e dentro do Código. Pense nisso. Por fim, peço desculpas pois essa coluna deveria ter saído logo após o envio da sua pergunta, em dezembro. Mas não esqueci de você e aí está o que eu penso. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Sociedade individual

O amigo Fernando de Jesus comenta: "Alexandre, estou há alguns anos para te mandar umas perguntas aqui hahaha. Não são perguntas mas comentários sobre a nossa profissão que as vezes me deixa louco haha. Pra começar como podemos ter um termo "sociedade individual"? Ou é sociedade ou é individual, só na advocacia mesmo". Fernando, obrigado pelo comentário. Tenho que concordar que algumas loucuras só acontecem dentro do âmbito jurídico e nem em um outro. E essa é uma delas. Tenho que confessar que a primeira vez que li o termo "Sociedade Individual" achei que fosse algum erro ou brincadeira. Infelizmente não era e estamos trabalhando com uma nominação hoje que é uma contradição em termos. Sociedade só existe quando estão envolvidas pessoas (no plural). Se for apenas uma pessoa, não existe uma sociedade e apenas um indivíduo. Um termo contradiz o outro. Seria algo como dizer "hoje está congeladamente quente" ou "Nos encontramos amanhã cedo às 22 horas". Fica sem sentido real, concorda? Pelo menos é isso que o português nos ensina. Porém, como você mesmo menciona, algumas coisas só acontecem na advocacia mesmo e este termo está aprovadíssimo e já integrado aos conceitos e nomes (inclusive com logotipos exaltando) de escritórios do Brasil todo. A verdade é que o projeto de lei saiu assim do Congresso Nacional, já convertido em lei. Posteriormente, o Provimento 170 do Conselho Federal repetiu e pronto. Sociedade Individual de Advocacia tem por titular um único advogado. Ele fazendo sociedade com ele mesmo. Não podemos negar que as palavras são extremamente dicotômicas. Aliás, vários problemas surgem da atual nomenclatura do Direito Societário brasileiro. Por exemplo, o contrato social de uma sociedade unipessoal continua sendo um contrato, já que seria "celebrado" por uma única pessoa? Este é apenas um pequeno vislumbre dos problemas que causamos quando não existe uma racionalização dos termos em função dos conceitos reais. Se criarmos o termo "na 27ª hora do dia" e propagarmos esse conceito para todo mundo, será que ninguém vai levantar a mão e falar: "Pessoal, o dia, por definição, tem apenas 24 horas, então vamos mudar para um termo racionalmente mais realista?". Esse embate para acertar as denominações corretas seria o que esperaríamos, mas vamos combinar que existem termos usados (em diversos círculos de trabalho) que assombram o DNA dos mais racionais. Você já ouviu falar em "água seca"? Assombroso. Tenho certeza que devem existir diversos advogados que conseguem defender o termo "sociedade individual" em diversos níveis de juridiqueirísmo. Porém o fato é que as palavras são antagônicas. Simples assim. Será que só eu e o Fernando achamos isso? Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Metas

O amigo Ricardo Polleto comenta: "Bom dia, Alexandre: escutei uma expressão em uma reunião no ano passado e gostaria de saber sua opinião. A frase foi "a pior resposta possível para uma pessoa que não performa é: estou fazendo o possível". A frase me deixou intrigado e gostaria de saber sua opinião. Obrigado!" Ricardo, obrigado pela sua pergunta. Imagino que o cenário envolvido não tenha sido agradável, pois me parece - posso estar errado - que a pessoa envolvida não estava de alguma maneira dando o retorno necessário. Quando você comenta que a pessoa "não performa" imagino que ela não tenha batido metas colocadas pelo escritório. Se eu estiver correto nessa interpretação, a verdade é que concordo com quem a colocou. Dentro de um cenário onde você ter uma meta preestabelecida e partindo do princípio básico de que todas as ferramentas foram dadas para que você pudesse obter o resultado pretendido (o tempo necessário, o maquinário adequado, o conhecimento para que aquela tarefa se realize), realmente a pior frase que uma pessoa pode falar é "estou fazendo o possível". Veja: se você tem todos os requisitos comentados acima, diz que está trabalhando dentro do seu potencial completo e, mesmo assim, não está chegando aos resultados, isso mostra que você não tem qualificação para estar naquele cargo. Seria mais fácil você falar "pode me demitir pois não consigo performar da maneira correta" pois é exatamente isso que provavelmente está passando na cabeça do seu chefe ao entender que, mesmo investindo tempo, instrução e dinheiro em você, não obteve resultados interessantes. Não sei ao certo se esse cenário comentado aconteceu em um escritório de advocacia ou não, mas a verdade é que se você não bater as metas estabelecidas pelos sócios, sua classificação como "funcionário que queremos manter" vai diminuir bastante, o que pode, eventualmente, levar à uma demissão. Tente entender suas falhas e a razão por trás de não bater metas. Explique essas dificuldades aos sócios, que inclusive podem te ajudar a melhorar nos pontos deficitários ou criar uma nova estratégia que contornem esses erros. Porém, se eles não forem avisados, não tem como ajudar. E fica aqui uma última dica: não espere a data da cobrança dos resultados para informar que não conseguiu. Se antecipe e pontue que está tendo dificuldades para chegar lá. Uma coisa é você se desdobrar, de todas as maneiras, para bater metas. Mesmo não conseguindo, o esforço visto pelos sócios contará pontos, tenha certeza. Outra coisa é você simplesmente responder "não consegui, mas fiz meu melhor". Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Meu chefe, o preguiçoso

O amigo XXXXX (ele pediu para não ser identificado) comenta: "Meu chefe direto é uma daquelas pessoas que cobra muito e não dá exemplo nenhum, chega tarde, sai cedo. Para você ter ideia toda sexta é feriado para ele, nunca vem. Assume um compromisso e dá uma desculpa qualquer para passar para outra pessoa a responsabilidade, esse tipo de pessoa. Eu faço tudo sozinho. Como posso ser percebido pelo sócio majoritário e crescer no escritório se tenho que me reportar direto a ele?". XXXXX, obrigado pela sua pergunta. Infelizmente você está em um dos piores cenários possíveis. O proativo querendo crescer abaixo hierarquicamente do preguiçoso. Para falar a verdade, o cenário de ter pessoas que atingiram cargos altos e depois se acomodaram é bastante comum em alguns escritórios. Então vamos lá. Partindo da premissa que para o escritório estar rodando da maneira adequada todos precisam fazer sua parte e do princípio apontado de que seu chefe não está fazendo a dele, vou comentar algumas situações abaixo e você vê qual encaixa em sua realidade. O escritório está indo bem e o sócio principal nem te conhece: nesse cenário imagino que seu chefe está pegando todo seu trabalho e apresentando ao "big boss" como se fosse dele. Apesar de teoricamente ele poder apresentar um trabalho em nome da equipe que ele coordena, um bom chefe deveria apontar as pessoas que mais se destacaram e que mais ajudam no dia a dia. Se isso não acontece, provavelmente existe um medo escondido de perder o posto dele para você. Nesse caso, uma conversa aberta, mostrando seu descontentamento e necessidade de crescer e ser reconhecido no escritório talvez ajude. Se ele não mudar e o abuso continuar por muito tempo, monte uma apresentação com todos os trabalhos/resultados e tente uma rápida conversa com o sócio. Qualquer dono de escritório fica mais do que feliz em saber que existe um colaborador que está disposto a botar a mão na massa e tem vontade de crescer no escritório. O escritório está indo bem e o sócio principal conhece seu trabalho: nesse cenário provavelmente você está deixando passar alguma coisa. Mesmo com a visualização de preguiçoso que seu chefe apresenta, ele deve estar contribuindo com mais do que você possa perceber. Ignorando qualquer possibilidade de politicagem e/ou rabo preso, provavelmente esse seu superior deve ter alguma qualidade despercebida por você e importante ao escritório. Ninguém se mantém em um posto (novamente, ignorando o lado corrupto da coisa) se não tem qualidade e apresenta resultados. Se o sócio majoritário conhece seu trabalho sem você ter contato com ele, significa que o seu próprio chefe apresentou as soluções indicando que foi você quem realmente se esforçou para que aquilo acontecesse. Nesse caso, tente passar um pouco por cima da imagem que você tem de seu chefe e alinhe-se cada vez a ele. Se ele é uma pessoa que faz seu nome para o maioral, se tornar o braço direito dele é o passo correto para sua subida no escritório. Mais cedo ou mais tarde o sócio entenderá que sua evolução é eminente, devido ao bom trabalho feito e noticiado pelo seu chefe. O escritório está indo mal e o sócio principal desconhece seu trabalho: aqui o cenário é crítico. Se prepare para o pior pois os primeiros a serem "cortados" são os que justamente não apresentaram bons resultados. Se o sócio não tem ciência dos seus resultados, provavelmente você será um dos primeiros. Nesse caso extremo, uma conversa direta com o sócio, apresentando um plano concreto de como tirar o escritório do sufoco pode ser uma virada interessante em sua carreira.  Resumindo: muitos colaboradores acreditam que é só fazer um bom trabalho e pronto, mas aqui o marketing se aplica também: se você não mostrar aos donos do negócio como você está ajudando o crescimento do escritório, eles nunca vão conseguir ver sozinhos. Tente então, sempre, mostrar resultados, não apenas para seu superior imediato, mas para todos os responsáveis da banca. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Fornecedores no Brasil

O amigo Dialmar comenta: "A advocacia no Brasil é muito amadora. Tive diversos parceiros comercial e em 100% dos casos desfiz a parceria pois eles não tem nenhuma tem qualidade". Dialmar, obrigado pelo comentário. Vou colocar aqui um ponto controverso que tenho certeza que muita gente vai se indignar. Mas como é essa minha impressão sobre o assunto, vai assim mesmo. Na minha visão, o Brasil está acostumado a ter fornecedores péssimos, em todas as esferas de atuação. Amadores, como você mesmo comentou. Obviamente não estou falando de todos, mas uma grande parte dos serviços ofertados ao mercado tem mentalidade de tudo, menos empresarial. Leitor, veja se você já passou por algumas situações como essas: Ter que ligar para um fornecedor para cobrar uma cotação prometida (apesar de ser dele o interesse em vender os serviços); Ter prazos prometidos (algumas vezes jurados de pé juntos) mas nunca cumpridos (e geralmente avisados apenas depois do prazo vencido); Não receber satisfações de quando algo prometido não é realizado (maus fornecedores simplesmente ignoram o acontecido); Ao querer se conectar a um destes fornecedores amadores, nunca conseguir contato (não existe telefone fixo, leem uma mensagem no whatsapp mas não respondem e aparentemente não conhecem a função "responder" do e-mail); Saber que "horário comercial" significa, para eles, "de quando eu puder estar aí" até "quando eu estiver a fim de ir embora"); Escutar as desculpas mais esfarrapadas do mundo com referência aos trabalhos executados (caso ilustrativo: uma vez eu trabalhei com um pedreiro que me disse que a parede que ele havia feito estava torta pois a minha rua era muito barulhenta.... What????); E como a qualidade está nivelada por baixo, se perpetua continuamente a ideia de que isso é normal. E quero deixar claro aqui: isso NÃO é normal. Não é normal você ter que cobrar um fornecedor pedindo novamente a cotação que ele deveria ter enviado em menos de 24 horas depois de seu contato. Não é normal você ter que sofrer com prazos dados e não cumpridos, independente do cenário. Se o fornecedor deu prazo, devia ter a proatividade de cumprir (ou pelo menos avisar com larga antecedência o porquê não vai conseguir cumprir e qual o motivo). Não é normal você fingir que está tudo bem com um serviço desorganizado e mal entregue simplesmente porque o fornecedor deu uma desculpa pra lá de esdrúxula. Não é normal. Trazendo isso para esfera jurídica, e baseado em relatos que venho acompanhando nestes mais de 20 anos de marketing jurídico, vemos muitos advogados trazendo exatamente esta cabeça amadora de atuação para dentro do seu escritório. Muitos relatos apontam advogados prometendo e não cumprindo, não mantendo relação de acompanhamento e explicação aos seus clientes, dando desculpas usando o juridiquês, "sumindo" do alcance do cliente e, ainda, fazendo o maior erro advocatício de todos os tempos: perdendo prazo. Novamente, para que eu não seja mal interpretado pelos amigos advogados: sei que não são todos que tem essa atuação amadora e só comento o que comento acima justamente para que estes que estão nesta situação acima elevem sua atuação. Afinal de contas, cada vez mais, um advogado tem a acirrada concorrência no seu calcanhar. Tenha certeza que o mercado vai escolher o mais profissional do que o amador. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Primeiro mas não segundo

A amiga Nathalye Juqueira pergunta: "Participei no ano passado do 1º Congresso de Direito XXXX (nome retirado pela edição) e estava aguardando a versão online este ano. Procurei bastante e me dei conta de que existem diversos "primeiros" eventos, mas pouquíssimos "segundos", ou seja, poucos eventos tem edições seguidas. Isso é normal mesmo?". Nathalye, obrigado pela pergunta. Na verdade, normal mesmo não é, mas é usual. O certo, na minha visão, seria que os eventos fossem evolutivos e não únicos. Acredito que o mercado responderia muito melhor para um evento que tem tradição de diversas edições (como a Fenalaw, por exemplo) do que eventos que, como você coloca, são apenas os "primeiros". Assim como os próprios escritórios jurídicos, tradição é um diferencial que deve ser buscado neste segmento. A verdade é que existe uma empolgação tremenda em termos de eventos jurídicos. Muitos se juntam para montar um congresso, seminário, conferência, workshop, café da manhã, debate, simpósio ou uma simples palestra sem ter nenhuma noção de todo trabalho que é preciso para fazer a coisa rodar e dar certo. São poucos os corajosos que voltam para uma segunda rodada depois de conhecem os trâmites exigidos em um evento bem organizado. Isso, por si só, já elimina 80% dos aventureiros que tem a intenção de ter uma segunda edição do evento que você achou interessante. Vale lembrar que, como existe uma gama grande de eventos acontecendo - e disputando público lado a lado - muitos deles não conseguem sequer pagar seus custos, o que automaticamente elimina mais 10% de todo empresário ou advogado empreendedor que se atreveu a gerar um evento jurídico. Trabalhar muito e sem retorno financeiro? Está aí a razão porque 90% dos eventos não seguem para as próximas edições. Posso contar nos dedos os eventos que tem - ou estão criando - seu nome e tradição perante o mercado jurídico. A esses empreendedores resilientes, eu tiro meu chapéu e aplaudo de pé.    Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Advocacia é negócio?

O amigo Silva pergunta: "Preciso apresentar um seminário cujo título é "Advocacia é um negócio?". Pode me ajudar indicando material para estudo?". Silva, obrigado pela pergunta. Com relação aos títulos para estudo, falei um pouco sobre isso em uma coluna anterior. Acho que com a leitura desta coluna você esteja mais preparado para o seminário. Clique aqui para ler. Agora, se eu puder colocar minha opinião (que muitos não concordam) é de que um escritório deveria se portar como uma empresa. Ele não é uma empresa, conceitualmente e tributariamente falando, mas deveria se portar como uma. Não falo no sentido de ter uma produção automatizada (até porque advogado que se destaca trabalha cada caso com detalhamentos próprios e específicos) mas sim em uma organização voltada à imagem corporativa e lucro adequado. Veja que a palavra lucro é muitas vezes vista como sinônimo de mercantilização da advocacia e nada é mais errado do que isso. Ter lucro em sua atividade significa estar estruturado de maneira saudável e adequada à realidade de cada advogado. Afinal de contas, como qualquer outra atividade, trabalhamos e devemos ser recompensados financeiramente por isso, certo? No mais popular: ninguém trabalha de graça. Não vou entrar nem no aspecto de gestão de pessoas e colaboradores internos (outra área comum entre empresas de outros setores e um escritório jurídico), senão nossa coluna se transforma em livro. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Advogado Tik Tok

A amiga Juliana S. Moura pergunta: "Acompanho a coluna desde do começo e hoje resolvi escrever em função de ver uma advogada que foi representada pela CREMESP referente às postagens do Instagram. Isso é possível?".  Juliana, obrigado pela pergunta e por acompanhar a coluna há tanto tempo. Fiquei sabendo também sobre caso, acontecido há algumas semanas. Vamos analisar pontualmente antes de comentar. No caso em questão, a advogada fez basicamente tudo errado em termos de marketing: não criou sua imagem institucional antes de uma fase prospectiva, não entendeu os limites do Código de Ética (além da CREMESP ela também foi representada pela OAB/MG) e não percebeu que criticar uma classe (mesmo que sejam as instituições que estão do outro lado da mesa em uma ação), não é o caminho mais adequado para se promover.  Então veja que postagens como "seu médico bonzinho pode ter cometido erro médico", "todos os médicos comentem erros", "mas você quer corpo de panicat? - Dr. Sem Noção" conseguem, em uma tacada só, corromper tudo que é instruído em termos de postura ética e sobriedade advocatícia.  Infelizmente existe uma geração de advogados (em especial os jovens advogados) que preferem não ter o embasamento das regras providas pela classe e acham que todo tipo de marketing é permitido. Eles veem ações "virais" em redes sociais como Youtube e Tik Tok e acreditam que isso se aplica à advocacia. O formato, conteúdo e aceitabilidade dos formatos não se encaixam. É usar uma camisa 5 números abaixo do seu, só porque achou ela bonita. Não vai ficar bem, nunca. Não estou questionando se as regras são adequadas à realidade ou não, mas sim estou comentando que estas são as regras vigentes no momento e deveriam ser respeitadas e seguidas até uma evolução (necessária) das mesmas.  Se você fizer uma rápida busca no aplicativo Tik Tok, primariamente usado por crianças para vídeos curtos (e sinceramente bem bobinhos), verá que existem advogados lá promovendo seu nome para o público errado e de uma maneira errada. Não me perguntem por que, pois para mim não faz sentido algum.  Enfim, por enquanto não existe a evolução de regras voltadas às redes sociais (e mesmo assim o advogado nunca deveria se portar como um youtuber), o mais sensato seria continuar levando informação dentro dos moldes mais adequados à sobriedade da advocacia.  Espero que eu não esteja vivo para ver o dia que o advogado vai pintar o cabelo para ter mais likes no Instagram.  Espero ter ajudado.  Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.  Bom crescimento!
sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Troca de cartão

O amigo Felipe Castanheira Rocha pergunta "Trocar cartão é obrigatório em reuniões? Se sim, qual o momento ideal de trocar?". Felipe, obrigado pela pergunta. O cartão é um dos mais antigos e preciosos artefatos do mundo jurídico (e de qualquer meio empresarial). Ainda, nos tempos atuais, apesar da inclusão de outras vertentes como o cartão digital, o cartão físico ainda é uma praxe a ser mantida em reuniões presenciais. Desde sua introdução em nossa sociedade, nos primórdios do século XVII, os "tradecards" (cartões comerciais), primariamente tinham a função de ser um "lembrete" dos dados de contatos da pessoa, mas ao longo do tempo, sua evolução o lançou a patamares importantes no contato ativo e prospectivo com o mercado. Entrando efetivamente em sua pergunta: você não trocar cartão em uma reunião inicial, acaba sendo uma gafe empresarial que você comete. Se não conseguimos ter um simples cartão com nossos dados (lembrando que este é um dos mais baratos materiais de comunicação institucional), como queremos nos posicionar solidamente no mercado? Obrigatório para reuniões presenciais, mesmo sob os protestos dos mais modernosos. Com relação ao momento ideal para a troca de cartões na reunião. A verdade é que não existe uma regra definida. Pode ser no começo, no meio da reunião (quando surge, por exemplo, uma pergunta do tipo "onde fica seu escritório?" ou no final. O importante mesmo é não deixar a impressão de que não temos sequer esse material mais básico. Eu, particularmente, gosto de entregar já no começo (e inclusive peço o cartão da pessoa, se ela não se tocou que o correto é troca de cartões), assim o prospectivo tem meus dados e nome disponibilizados por toda reunião. Mas isso é uma preferência minha, fique à vontade para encaixar essa rotina da maneira que melhor lhe convier. E aproveitando o tema de hoje, comento também sobre um erro que já vi diversas vezes: o cartão coletivo. Como comentei anteriormente, o cartão tem a função de lembrar os dados de determinada pessoa, em uma esfera individual. Então é um erro - grosseiro para falar a verdade - termos um cartão com diversos nomes, com se quiséssemos economizar, colocando "todo mundo que deu" dentro do cartão. Já cheguei a ver um cartão com quatro nomes diferentes. Cartão é individual e ponto final.  Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Atraso digital

O amigo Jonathas Loureiro comenta: "Uma coisa que não muda nem em pandemia é o atraso das pessoas. Mesmo não existindo a necessidade de deslocamento para uma reunião, mesmo assim as pessoas não entram em um zoom no horário marcado. Sou só eu que sofro como isso Alexandre?" Jonathas, obrigado pela pergunta. Tenho certeza que você não é o único. Dezenas de advogados que conheço reclamam desse mal comportamental em outros profissionais e como isso impacta negativamente na vida de todos. Eu também sofro bastante com isso pois sou muito organizado em minha agenda e qualquer pessoa que tenha perfil de "atrasildo" geralmente não encaixa muito com meu dia a dia.   Se antes a pessoa dava aquela desculpa esfarrapada de "o trânsito estava muito ruim" para chegar atrasada em uma reunião, hoje, em dias de coronavírus, a desculpa é "a conexão está muito ruim" ou "o link não estava entrando". A verdade é que quando a pessoa não tem a organização devida, não é o meio que importa, mas sim o entendimento (ou a falta dele) de que profissionais capazes e proativos simplesmente sabem organizar sua agenda para estarem presentes em seus compromissos, exatamente no horário marcado. Pessoas desorganizadas não entendem que o respeito com o horário alheio é um dos principais fatores de qualidade na sua imagem pessoal. Quer ser visto como incapaz de gerenciar seu próprio tempo e atitudes? (Lembre-se que essa imagem vai ser carregada para outros lados da sua vida, pessoal ou profissional). Aguarde até o último minuto para operacionalizar suas reuniões ou compromissos, use desculpas como "hoje o dia está corrido" ou "aconteceu um imprevisto" e nunca use algum método digital (agendas online ou programa específico) ou físico (a boa e velha agenda de papel) para lembrá-lo antecipadamente do que está por vir no seu dia. Quer estar sempre certo? Esteja cinco minutos antes no local (seja físico, seja virtual) pronto para iniciar. Simples assim. Obviamente imprevistos realmente acontecem de vez em quando e todos temos permissão para ocasionalmente atrasar. Isso é a exceção ocasional. O que estou comentando aqui é referente pessoas que usam a palavra "imprevisto" como maneira certeira de camuflar sua falta de proatividade diária. Se acontece toda hora, não é um imprevisto, mas sim um sintoma de sua falta de capacidade organizacional. Organização é, é sempre vai ser, um dos pilares do profissional de qualidade e um excelente dispositivo para seu marketing pessoal, sem mencionar o respeito com o tempo do próximo. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios,  cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Obras complementares para advogados

O amigo Paulo R. Petrônio comenta: "Por favor cite algumas obras interessantes para formação do advogado. Obrigado".  Paulo, obrigado pelo pedido. Imagino que aqui você esteja querendo saber de obras complementares ao que o advogado aprende na faculdade. Vamos lá então.  Antes de dar as dicas de leitura, primeiro gostaria de colocar quais são os pilares que considero como principais em uma estrutura organizada de um escritório jurídico. Na minha concepção, são elas: Administrativo, Financeiro, Recursos Humanos, Marketing Jurídico e Produção Técnica. Com exceção da última, que obviamente todo advogado deve ter se encantado na faculdade com os caríssimos livros, pontuarei cada uma delas, já indicando uma leitura interessante.  Administrativo: É o pilar que lida com toda a parte estrutural do escritório. Uma área incorporada nesse pilar é o TI do escritório, assim como algumas ferramentas de Gestão Legal. Palavra-chave: Estrutura. Dica de leitura: Administração de Empresas - Teoria e Funções com Exercícios e Casos - Gilmar Masiero  Financeiro: É o pilar que lida com toda a parte monetária do escritório, como pagamentos, recebimentos e cobranças. Palavra-chave: Dinheiro. Dica de leitura: Administração Financeira e Orçamentaria - Teoria e Questões - Sérgio Mendes  Recursos Humanos: É o pilar que lida basicamente com as pessoas no escritório, seja para contratação/demissão, seja para pagamentos e melhorias envolvendo os colaboradores. Palavra-chave: Pessoas. Dica de leitura: Administração de Recursos Humanos - Fundamentos Básicos - Idalberto Chiavenato  Marketing Jurídico: É o pilar que lida com toda a estratégia de posicionamento, estruturação da imagem corporativa, retenção e obtenção de novos clientes. Palavra-chave: Estratégia. Dica de leitura: bom, aqui eu tenho um sério problema. Apesar de acreditar que meus livros ajudam bastante o advogado a saber como implementar o marketing em seu escritório, não me sinto a vontade para colocar meu nome aqui como dica. Vamos fazer o seguinte então: escreva "livro marketing jurídico" no Google e veja que existem diversas e diversas obras sobre o assunto, nos mais diversos ângulos possíveis.  Vale lembrar que de nada adianta ler estas obras e não colocar em prática nada. Você tem a capacidade de transformar estes parágrafos em ação real e resultado efetivo. Esse é o foco principal e nenhum livro vai poder fazer isso por você.  Espero ter ajudado.  Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar.  Bom crescimento!
sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Expondo a vida

O amigo Reginald Theodoro pergunta: "Vejo nas redes sociais advogados mostrando todo seu dia a dia, fazendo check-in em diversos lugares, muitos expondo seu dia completo do começo do dia até dormir, alguns dão até boa noite. Isso é interessante para o marketing?" Reginald, obrigado pela pergunta. Eu provavelmente sou a pessoa menos indicada para responder esse tipo de questionamento, pois simplesmente não entendo a necessidade que as pessoas tem em mostrar cada segundo de sua vida para todos. Estou falando aqui de casos extremos onde a pessoa - como você comentou - mostra um diário completo do que está fazendo, do momento que acorda até o "boa noite", como você coloca. Antes de responder se isso é significativo em termos de marketing jurídico, gostaria de inverter e perguntar a todos que estão lendo essa coluna: Pra que? A não ser que você seja uma celebridade e exista uma demanda pelos seus fãs em conhecer a rotina de seu ídolo (e mesmo assim ainda acho exagero em muitos casos), porque você acredita que as pessoas querem saber exaustivamente todos os passos que você dá no seu dia? A verdade é que ninguém quer saber qual o lanche que você almoçou, ninguém quer saber que você está com frio naquele momento, ninguém quer saber se você está comprando fruta... Postagens como "tomando uma sopinha", "vocês gostam desta minha roupa?", "fazendo exercícios", "curtindo um shopping" e diversas outras, me parecem, mesmo sem ter formação em psicologia, alguma carência latente por atenção. Então, leigamente, mostro o meu lado pessoal de percepção sobre uma pessoa que posta tudo nas redes sociais. Realmente não faz sentido para mim, isso sem contar o lado perigoso da equação, que é entender que existem marginais que usam destas informações para, de alguma maneira, roubar ou ter alguma vantagem financeira em cima da pessoa que se expõe demais. Agora vamos ao lado mais voltado ao marketing. Essa já é mais fácil. Partindo do princípio de que você deveria conhecer quem é seu público alvo e ter os mesmos acompanhando suas redes sociais (se não estão, ponto negativo para seu marketing), a resposta é direta: postar tudo nas redes sociais só é válido se for interessante para esse público que te acompanha. A pergunta que deveria ser feita é simples: isso interessa ao meu público? Isso é relevante ao meu cliente? Dificilmente um futuro cliente seu ficará impressionado em saber que seu almoço de hoje foi um peixe ou então ficará confiante em um advogado que mostra que está comprando verdura. Isso, em uma esfera pessoal, está adequado, mas é simplesmente irrelevante para um futuro cliente. Perceba então o que eu estou falando, através do simples resumo abaixo. Você quer simplesmente mostrar para família, amigos e conhecidos seu dia a dia? Então, sem problemas, pode continuar a postar todos os highlights do seu dia. Você quer impressionar e montar uma plataforma para que o seu prospectivo tenha confiança em seu trabalho e possa te contratar? Então poste itens que sejam relevantes para ele, não para você. Acho que deu para entender a diferença, que só é direcionada pela sua prioridade de vida, pessoal ou profissional. Não estou falando que uma tem que eliminar a outra, mas sim que uma tem que ter prioridade sobre a outra, para dar resultado. Talvez eu tenha sido um pouco rude na coluna de hoje (peço desculpas antecipadas aos que postam compulsivamente, mas meu racional continua não entendendo as atitudes em questão) mas a necessidade de se expor ao máximo nas redes sociais me parece que não tem lado positivo palpável que possa ser aproveitado pelo advogado em sua evolução de carreira. Que tal transformar toda a energia gasta em publicações pessoais sem retorno objetivo em publicações de conteúdo voltado ao seu público alvo? Seus objetivos a longo prazo agradecem. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Minimizando reclamações

O amigo Advogado Trabalhista (sem nome real no e-mail) pergunta: "Como diminuir o índice de reclamações dentro da atuação do escritório?" Meu amigo, obrigado pela pergunta. Reclamações são como ácido na reputação de uma empresa ou escritório. Muito cuidado com isso. As únicas palavras que tenho para você são "antecipação" e "comunicação". Isso mesmo. As pessoas reclamam porque estão carentes de algo: seja atenção, seja demonstração de resultados, sejam respostas ou posicionamentos. E isso tudo se resolve quando o escritório tem uma rotina de falar com os clientes, de preferência, antecipadamente. Então te devolvo com algumas perguntas para sua reflexão e melhoria. Você tem uma rotina de entrega de relatórios mensais aos seus clientes? Existe um tempo trabalhado dentro da sua semana para ligar para um número X de clientes e posicionar como estão os andamentos de sua ação ou - no caso de nada ter evoluído - simplesmente comentar que estamos "de olho" e atentos no processo? Você apenas posiciona o cliente de como estão as coisas depois que ele te liga cobrando? Ou pior, mesmo ele te ligando para saber do processo, não dá respostas e nem retorno ao mesmo? Tem um espaço em seu site para ele mesmo acesse o andamento processual e veja - em linguagem clara e facilitadora - como está sua ação? Você vai conseguir minimizar em pelo menos 80% de suas reclamações se puder se comprometer em operacionalizar positivamente as questões colocadas acima, antecipando questões que interessam ao cliente (como resultados e andamentos) e, em especial, se comunicando com o mesmo para ele ter a ciência dos pontos. Acredito que também seja interessante você ler uma resposta semelhante que dei a um colega, envolvendo o tema, meses atrás. Para ler a coluna "Relatório todo mês para cliente?", clique aqui. Vale finalizar esta coluna comentando que existem diversos tipos de "reclamões": O cara que quer realmente resolver um problema Esse é o mais fácil de se lidar pois se você acertar o problema comunicado, já está satisfazendo a necessidade latente desse perfil. É aquele perfil que pode até ajudar em certos pontos para que o problema seja resolvido mais rapidamente. O cara que quer conversar Muitas vezes a pessoa não quer apenas resolver o problema, mas sim quer discorrer sobre como a vida está sendo impactada pelo assunto em questão. É aquela mais carente por contato e conversas, mas que não entende que o tempo do advogado é bastante restrito. Obviamente o escritório tem que se envolver com esse sentimento, mas não pode deixar esse cliente comprar a ideia de que o advogado é o psicólogo particular da pessoa. O cara que tem como meta de vida encher o saco dos outros Esse é o pior. É aquele tipo de pessoa que não quer acertar um problema pontual. Ele quer impor ao advogado sua maneira de ver as coisas e, portanto, todos ao redor estão errados em sua condução das atividades. Geralmente é o cara que tem menos conhecimento dos procedimentos necessários, mas como ele viu algum assunto, em algum lugar, em algum site, em algum comentário, ele acha que sabe o que precisa ser feito, sem necessidade portanto em escutar o advogado que estudou intensamente para ser perito naquela ação. A verdade é que nunca conseguiremos satisfazer a tudo e a todos. Então faça sua parte, seja antecipado e comunicativo com seu cliente e o resto se acerta sozinho. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 31 de julho de 2020

Coragem, bravura e seus demônios

O amigo Renê Moura pergunta: "Vejo muitos coachings hoje falando sobre coragem, bravura, ter que enfrentar seus demônios e seus medos, mas cada pessoa tem temores diferentes e não é tão simples falar para uma pessoa enfrentar seu demônio sem saber exatamente qual o grau de problema que ela tem, concorda?" Renê, obrigado pela pergunta. Apesar de não ser exatamente minha área de expertise (não sou coaching e sim consultor em marketing jurídico), vou tentar ajudar da melhor maneira possível, afinal de contas essa coluna existe para ajudar advogados. Concordo plenamente com seu posicionamento. Apesar de existirem muitos coachings de excelência voltados ao mercado jurídico, ainda existe uma gama de coachings menos experientes que generalizam a atuação e saem com "frases prontas de impacto" que podem até impressionar, mas na prática não ajudam muito as pessoas a evoluir, justamente por não saberem os detalhes específicos da mesma. Palavras como você cita (coragem, bravura, etc.) constantemente são jogadas ao público como diretrizes reais, como se as palavras, por si só, já dessem o caminho de libertação ao indivíduo. Por exemplo: se você falar para uma pessoa "enfrente seus medos" sem realmente conhecer quais são efetivamente estes medos, poderá colocar esse indivíduo em uma situação onde ele, emocionalmente, psicologicamente e evolutivamente, pode ainda não estar apto a encarar esse cenário, o que vai trazer apenas problemas cumulativos. Na minha visão então, o bom coaching tem isso em mente e não sai explodindo frases de efeito para impressionar as massas que ainda não entendem bem a função do coaching. Ele tem a responsabilidade de entender os cenários individuais e trabalhar ponderadamente cada um desses caminhos. Ponto para você então, Renê, pois assino embaixo do que você pontuou no seu e-mail. E já que falamos de coragem e bravura aqui, vou conceitualizar (alguém já percebeu que eu adoro conceitualizar os assuntos, certo?) para ajudar aqueles que querem se comunicar de uma maneira mais assertiva. Existe uma diferença entre coragem e bravura, apesar de serem usadas em contextos quase sempre iguais. A diferença pode ser entendida a partir da origem das palavras: a palavra coragem vem do francês courage (de coeur, que quer dizer coração) e a palavra bravura tem origem na palavra espanhola bravado, que quer dizer um único e espontâneo ato de valor. Isso significa então que coragem é uma qualidade que permite ao indivíduo planejar uma ação para enfrentar determinada dificuldade. Por outro lado, bravura não é uma atitude planejada, mas a reação a uma crise. Com coragem planejamos antecipadamente e enfrentamos. Com bravura reagimos imediatamente a algo e enfrentamos. "A bravura provém do sangue, a coragem provém do pensamento". (Napoleão Bonaparte) Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 24 de julho de 2020

Too old to marketing

O amigo Carlos V. Cavazzi pergunta: "Tenho 63 anos, atuo sozinho e praticamente nunca fiz nenhuma ação de marketing. Gostaria de saber se existe alguma estratégia para vovôs na advocacia kkkkk" Carlos, obrigado pela consulta. Meu amigo, não existe limite de idade no marketing jurídico. Não se subestime de maneira alguma, pois conheço advogados que só conseguiram sua estabilidade financeira e de marketing depois de muitos anos de tentativas e já em uma idade avançada. Saindo do marketing e entrando em uma esfera mais filosófica, eu diria que a vida é toda sobre evolução e isso necessariamente não tem a ver com idade. Uma pessoa pode passar a vida inteira errando e nos anos finais entender os ensinamentos que lhe foram dados, evoluindo e começando a fazer as coisas da maneira certa. Nunca é tarde para se corrigir e acertar. O importante é evoluir. Deu para perceber que hoje estou bem filosófico, não? Mas vamos voltar e trazer toda essa filosofia para a esfera real de marketing. Sem conhecer muito sobre sua carreira, situação atual, conhecimentos e objetivos, fica bastante difícil traçar qualquer estratégia e planejamento para sua carreira. O que eu posso comentar é que se você pretende ser visto da maneira correta na advocacia terá bastante trabalho a fazer, seja institucionalmente para criar uma imagem adequada e que seja facilmente "comprada" pelo mercado, seja ainda para gerar novos contratos que valham a pena. Hoje existe um mar de advogados que já se encontram bem avançados em termos de marketing e a briga não vai ser fácil. A boa notícia é que quem quer fazer, faz e não dá desculpa. Se você, independente de idade, quer iniciar sua jornada no caminho do marketing jurídico, vou te indicar alguns artigos para que os primeiros passos sejam trilhados. Eles abordam a marca na advocacia, a evolução tecnológica que o segmento passa, as redes sociais e o mais importante para sua nova empreitada: a diferenciação qualitativa perante seus pares. Aproveite! A investigação nos escritórios de advocacia A onda tecnológica advocatícia Redes sociais para advogados - É proibido entrar com cachorro 1 milhão e 200 mil motivos para se diferenciar Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 17 de julho de 2020

Advogado água morna

A amiga Tereza Camilo de Aguiar pergunta: "Qual é o melhor momento para atuar em marketing para um escritório de 3 pessoas?" Tereza, obrigado pela pergunta. Na verdade, essa resposta é curta e clara: não existe "melhor momento" para falar de marketing em um escritório, independente de seu tamanho. A pergunta que deveria ser feita é: quão rápido você quer chegar nos seus objetivos? Se a resposta for "muito rápido" então o marketing deve adentrar a conversa. Vou fazer aqui um alerta que intitula nossa coluna de hoje. Diversos advogados tem uma péssima (na minha concepção) maneira de tratar suas evoluções, sejam em marketing, sejam nos negócios no geral, o que eu chamo de "atuação água morna" (sabe aquela água que não é nem quente, nem fria e não serve nem pra fazer chá?). É aquele advogado que nunca se decide, sempre está deixando pra depois e sempre focando nas desculpas para empurrar as decisões para outro momento. É aquele advogado que pergunta, pergunta, pergunta e, mesmo tendo o entendimento de que o marketing efetivamente vai ajudar na sua carreira, ainda consegue optar em ignorar as tais ações e seguir como se estas não fossem peças essenciais para seu crescimento financeiro. É esse o advogado que vai "morrer" em breve, pois o mercado não tem interesse em saber o que você acha do marketing, ele apenas vai entender que você não está habilitado o suficiente (comparativamente com quem faz marketing e sabe se projetar da maneira correta) para conquistar os trabalhos pretendidos. Isso é a reação natural do mercado que contrata e é o que vai fazer muitos advogados perderem suas carreiras, pelo simples fato de que demoraram muito para tomar a decisão de investir no marketing jurídico ético. Então minha dica pontual de hoje é esta: não seja um advogado ou advogada água morna. Tome decisões rápidas e esforce-se para implementar o que precisa ser implementado. Se tem uma coisa que me dá um aperto no coração é ver um escritório fechar as portas (e muitas vezes atrapalhar a evolução da carreira de diversos colaboradores no processo), simplesmente porque seu líder não teve a proatividade (ou pela simples preguiça mesmo) de investir no que precisava ser acertado para dar continuidade no escritório. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 10 de julho de 2020

Seguro jurídico

O amigo Pablo Juarez pergunta: "Uma grande dúvida que tenho se refere ao seguro jurídico para escritórios de advocacia. Muita gente acha interessante ter e eu até o momento não defini minha posição. O que o consultor acha?" Pablo, obrigado pela pergunta. Acho que vou te complicar mais a cabeça com o que tenho a falar, mas vamos lá. Primeiro, quero contextualizar o que é o seguro jurídico (ou seguro de responsabilidade civil para advogados) para quem não sabe. O seguro jurídico garante a cobertura de custos de defesa e reparações que judicialmente sejam da responsabilidade do advogado ou escritório. São asseguradas indenizações decorrentes de danos corporais ou materiais causados a terceiros por erros e omissões profissionais. Basicamente, se você pisar na bola e seu cliente for punido por isso, você pode acionar o seguro, que vai ajudar a pagar os valores devidos nesse caso. Coloco abaixo uma tabela, coletada da internet, que apresenta algumas situações (não todas) que podem ser consideradas fatos geradores (qualquer acontecimento que produza danos, garantidos pelo seguro, e atribuídos, por terceiros pretensamente prejudicados, à responsabilidade do segurado) para acionamento do seguro. O advogado pode ser imputado por responsabilidade civil em caso de: Feito a parte de explicação sobre o que estamos falando aqui hoje, passamos para a parte de opiniões. E aqui vai um questionamento: Ter um seguro jurídico é um benefício para seu cliente ou uma confissão de que podemos ter falhas internas geradoras de problemas? Essa questão é a chave do problema e é o que talvez esteja criando o problema em você se decidir pelo assunto. Extremamente compreensível, tendo em vista que o mercado pode fazer estas duas leituras sobre esse item. Mas vamos analisar por outro ângulo (e é aqui que eu vejo a definição se devemos ter isso ou não). Em primeiro lugar e independente de contratação de seguro ou não: você deve ter o escritório alinhado, acertado e livre de problemas internos. Isso é premissa básica de atuação. Se você se vê ainda perdendo prazos e trabalhando soluções impossíveis aos seus clientes, reveja rapidamente sua atuação. O mercado não perdoa quem não tem atuação de qualidade e a tendência é que estes sejam eliminados em futuro breve. Partindo do princípio que você já tem sua atuação de qualidade, sem peculiaridades internas geradoras de problemas, minha opinião é de que você não necessita de contratação de tal seguro. Se as chances de erros são baixas, não se justifica a despesa extra em algo que provavelmente não usaremos. A exceção fica por parte de contratos com altos valores. Se existe uma única ação dentro do escritório com possibilidades milionárias de compensação financeira, então, para este caso, o seguro é importante. Pense que, se algo der errado neste específico caso (mesmo você tendo qualidade de operação interna, as coisas podem acontecer) a soma a ser paga pode fazer o escritório falir, então mais vale se precaver tendo um seguro do que arriscar a saúde financeira da entidade. Acredito então que essa deveria ser a linha divisória para aceitação ou não da possibilidade. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!
sexta-feira, 3 de julho de 2020

Medo de perder mais clientes

O amigo Eduardo Buccino pergunta: "Com esta crise via Covid muitos clientes já cortaram contrato conosco, porém ainda temos uma gama de clientes empresariais que se manteram conosco. Minha preocupação é que muitos outros venham a pedir encerramento ainda. Existe alguma coisa a ser feita para manter essa clientela?" Eduardo, obrigado pela pergunta. O ideal (não apenas nesta situação de pandemia, mas como regra geral para atuação de um escritório) é que você se mostre como essencial à atuação da empresa. Não apenas como um escritório que a ajuda ocasionalmente, mas sim passar a ideia de que, sem sua ajuda rotineira, a vida e dia a dia da empresa podem ser muito mais difíceis. Isso passa necessariamente por alguns pontos/ideias a serem executados. Podemos dividir estes pontos em 3 fases (passado, presente e futuro) e coloco alguns abaixo para você ver se encaixa na sua rotina. Passado Vocês apresentam relatórios a estes clientes que sobraram? Se não, agora é a hora de montar um compêndio de todo tipo de resultados que o escritório já trouxe nos últimos 5 anos. Tudo que foi recuperado, evitado, ganho e que teve impacto positivo na empresa. Mostrem (através de gráficos de fácil entendimento) o que foi feito (situação real) X o cenário provável se vocês não tivessem atuado. Presente Na etapa presente é interessante entrar com a operação do item que chamo de "Plano de Fidelização de Clientes", onde criaremos faixas de benefícios para clientes ativos. O plano de fidelização serve para duas coisas: 1 - Oferecer itens que o cliente não estava esperando de nós, fidelizando-o cada vez mais. A título de exemplificação, seria algo como ser um cliente normal Itaú e, do nada, nos oferecerem a ser um cliente Itaú Personalitté, com diversas exclusividades interessantes. Isso nos faz ver que a instituição pensa no cliente e na sua evolução interna. 2 - Vender mais para o mesmo cliente. Se temos itens a serem trabalhados ainda dentro do mesmo cliente, podemos marcar uma reunião para levar relatórios, mostrando como estão as coisas e ainda levar o plano de fidelização criado para ele. Com esses dois pontos é muito fácil marcar uma reunião e, presencialmente, "tirar da manga" e vender algo novo. A operação passa pela criação de faixas (por tempo de casa ou valores que o cliente traz para o escritório) de benefícios crescentes. Quanto mais o cliente usa o escritório, mais benefícios pontuais ele tem. Futuro Aqui a ideia é apresentar à empresa o entendimento do que a pandemia está presente e como isso vai impactar na realidade dela. Deve ser feito um estudo do cenário atual e cenário provável futuro do nicho específico do cliente, mostrando quais as soluções estamos apresentando hoje à empresa para que o impacto seja minimizado. Dessa maneira mostramos que estamos antenados, antevendo e protegendo nosso cliente. Obviamente não podemos prever as atitudes dos gestores, mas fica muito mais difícil ocorrer a dispensa de um escritório que comprovadamente está mostrando os resultados bons do passado, fidelizando com um plano diferenciado no presente e protegendo todas as vertentes do futuro da empresa. Espero ter ajudado. Confira toda sexta-feira a coluna "Marketing Jurídico" e envie suas dúvidas sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, cotidiano dos advogados empreendedores ou dúvidas gerais sobre o dia a dia jurídico por e-mail (com o título Coluna Marketing Jurídico) que terei um grande prazer em ajudar. Bom crescimento!