1) Em alguns tribunais e repartições, costuma haver salões com tal nome, e muitos ficam a imaginar qual o real sentido dessa expressão.
2) A Alguém que lhe indagava o que isso queria dizer, assim respondia Cândido de Figueiredo: "Alguém nunca foi pretendente? À mão de sua caríssima metade, com certeza; a empregos e sinecuras, não sei. Mas se tiver subido muita vez as escadas das secretarias de Estado, se tiver perdido a paciência nas antecâmaras dos ministros e das cortes, se tiver visto a solenidade com que um contínuo responde a um pretendente que o senhor ministro está a despacho e só recebe depois de seis horas, já deve saber o que são passos perdidos e botas malbaratadas. Pois a essas antecâmaras, em que tantas horas e tantos passos se perdem, é que a sabedoria dos povos, pelo menos em Portugal e em França, chamou sala dos passos perdidos. Já vê que, junto à Câmara dos Deputados, não podia deixar de haver uma sala dos passos perdidos. Nunca lá foi? Os meus parabéns".
3) Com o título O Salão dos Passos Perdidos, há um livro de autoria de Evandro Lins e Silva, da Editora Nova Fronteira. Também trata do assunto Maurice Garçon, em "O Advogado e a Moral", além de Honoré de Balzac, o qual, em 1837, já fazia referência a essa dependência dos palácios.