Edinaldo, o menino baiano de Salvador
O texto é uma homenagem póstuma e uma mensagem de despedida dedicada a Edinaldo, escrita por colegas e amigos da Coluna Olhares Interseccionais.
1/6/2026
Era uma tarde de domingo, aparentemente como outra qualquer.
Até que tudo parou.
Surgiu a avassaladora notícia.
Relida várias vezes, por um instante, achamos que fosse o pai.
Não podia ser, pois ele falecera há pouco tempo. Logo, o fio de esperança se esvaía.
Em pouco tempo, com a notícia veio a foto; não havia mais como negar.
Era o nosso amigo Edinaldo, menino baiano de Salvador, radicado em Sergipe, quem partia.
Todos em choque.
Da angústia veio o silêncio, seguido da lágrima, do pranto.
Como podia ser verdade que a sua história tivesse sido interrompida na plenitude dos seus 49 anos?
Iniciava-se ali a dor da perda do pai, do esposo, do irmão, do juiz, do amigo.
Perdíamos o sorriso contagiante que nos abraçava, o olhar sincero e atento dedicado a todos que precisassem dele, a qualquer instante, a qualquer momento.
O que seria de “nós” sem “você”? Apesar da sua ausência, tivemos de continuar, pois as causas, as crianças e os afetos que sempre nutriste precisaram se acolher e se unir para nos forjar mais fortes.
A partida foi apenas um até breve no plano terreno, mas o seu legado permanece presente, no tempo de agora, e presente nos feitos alcançados.
Poderíamos recordar aqui a sua vasta competência técnica, os seus prêmios e o reconhecimento profissional, mas preferimos relembrar o homem, Edinaldo, cujos predicados certamente trarão uma lembrança feliz em quem chegar este texto.
O seu trabalho na Terra encerrou-se, mas todos “nós” continuamos aqui, unidos pela sua causa, pela sua afetividade e pela sua amizade.
Essa é uma pequena singela lembrança das suas amigas e amigos da “Coluna Olhares Interseccionais”
Membras e Membros da Coluna Olhares Interseccionais
Colunistas
Camila Garcez advogada, candomblecista, Mestre em Direito Público pela UFBA, sócia do escritório MFG Advogadas Associadas, membro da Comissão Especial de Combate à Intolerância Religiosa OAB/BA.
Charlene da Silva Borges defensora pública Federal titular do 2º Ofício criminal da DPU-BA. Mestranda em Estudos de Gênero e Feminismos pela Universidade Federal da Bahia-NEIM. Ponto focal dos Grupos nacionais de Trabalho: GT Mulheres e GT Políticas Etnorraciais da Defensoria Pública da União. Coordenadora do Departamento e do grupo de estudos de Processo Penal e Feminismos do Instituto Baiano de Direito Processual Penal-IBADPP.
Jonata Wiliam é mestre em Direito Público (UFBA). Especialista em Ciências Criminais (UCSAL/BA). Diretor Executivo do Instituto Baiano de Direito Processual Penal (IBADPP). Presidente da Comissão da Advocacia Negra da OAB/BA. Professor na Faculdade de Direito da Fundação Visconde de Cairu/BA. Advogado criminalista.
Lívia Sant'Anna Vaz promotora de Justiça do MP/BA; mestra em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia; doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação do Ministério Público do Estado da Bahia. Coordenadora do Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Racismo e Respeito à Diversidade Étnica e Cultural (GT-4), da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público. Indicada ao Most Influential People of African Descent – Law & Justice Edition. Prêmios: Comenda Maria Quitéria (Câmara Municipal de Salvador); Conselho Nacional do Ministério Público 2019 (pelo Aplicativo Mapa do Racismo).
Marco Adriano Ramos Fonseca Juiz de Direito Coordenador do Comitê de Diversidade do TJ/MA. 1° Vice-presidente da AMMA. Mestre em Direito - UFMA.
Saulo Mattos promotor de Justiça do MP/BA; mestre pela UFBA; mestrando em Razoamento Probatório pela Universidade de Girona/ES; professor de processo penal da pós-graduação em Ciências Criminais da UCSAL; membro do Instituto Baiano de Direito Processual Penal (IBADPP).
Vinícius Assumpção sócio do escritório Didier, Sodré e Rosa - Líder do núcleo penal empresarial. Doutorando em Criminologia pela UnB e em Direito pela UFBA. Mestre em Direito Público pela UFBA. Presidente do Instituto Baiano de Direito Processual Penal (Gestão 2021/2022). Professor de Processo Penal. Autor do livro "Pacote Anticrime" e coautor do Livro Introdução aos Fundamentos do Processo Penal.
Wanessa Mendes de Araújo juíza do Trabalho Substituta - TRT da 10ª região; mestra em Direito pelo programa de pós-graduação da UFMG; especialista em Direito e Processo Tributário pela Universidade de Fortaleza; graduada em Direito pela Universidade Federal do Pará; membro da comissão de Tecnologia e Direitos Humanos da Anamatra. Foi professora em curso de graduação e pós-graduação em Direito.