Durante sessão do plenário do STF nesta quinta-feira, 26, que julga decisões que suspenderam os chamados “penduricalhos”, ministro Flávio Dino afirmou que a discussão afeta diretamente a aposentadoria na magistratura, vez que, sem paridade e integralidade, “ninguém se aposenta''.
Segundo o ministro, o debate impacta diretamente a aposentadoria no cargo, vez que, sem paridade e integralidade, “ninguém se aposenta, porque perde um terço do salário”, o que, segundo ele, “trava a carreira dos atuais magistrados”.
“Então hoje não se trata de ganha-ganha, hoje se trata de perde-perde. Até quem acha que está ganhando por meia dúzia de ardis está estruturalmente perdendo”, concluiu.
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Referendo
O STF adiou para 25 de março a análise do referendo das liminares concedidas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de "penduricalhos", verbas indenizatórias usadas para ultrapassar o teto constitucional no Judiciário, no MP e em outros Poderes.
Na data, os processos serão julgados em conjunto com dois temas de repercussão geral sobre a mesma matéria, além de outros casos que eventualmente venham a ser liberados pelos gabinetes.
Até lá, seguem válidas as decisões cautelares já proferidas.
O presidente da Corte, ministro Fachin, afirmou que o equacionamento do tema exigirá esforço conjunto dos três Poderes e informou que já houve reunião institucional para tratar do assunto.
S. Exa. também comunicou que a comissão técnica formada por representantes das cúpulas dos três Poderes, de caráter consultivo e sem poder decisório, iniciou trabalhos preliminares para formular proposta de regra transitória até a edição da lei nacional prevista no art. 37, § 11, da CF.
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