Ministro Villas Bôas Cueva fez um alerta na 2ª seção do STJ nesta quarta-feira, 8, sobre o uso de IA na Corte.
Ele observou que, quando a ferramenta de inteligência artificial é utilizada pelos ministros na redação de ementas, acaba por gerar uma "tese", mesmo em casos de não conhecimento de recursos, por exemplo.
Para Cueva, a siuação pode gerar ruído na jurisprudência do STJ, já que o formato pode ser confundido, pelos advogados, com as teses repetitivas da Corte.
Veja:
O caso apontado pelo ministro era relatado pelo ministro João Otávio de Noronha, que se comprometeu a rever a redação da ementa.
Imprecisões da IA
Recentemente, Migalhas publicou um episódio em que uma jurisprudência do TJ/PI citada em sentença tinha erros que provavelmente não foram cometidos por humanos.
No caso, foi citado um acórdão no qual “autos” do processo foram trocados por “automóveis”; CPC foi trocado por PCC; e "art." por "artes". Inciso “I” foi alterado para“eu”. Por fim, "repetição de indébito" virou "reprodução de indébito".