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“Obrigado por me seguir”, diz advogado em provocação a promotor em Júri

Discussão ocorreu durante oitiva de testemunhas em caso envolvendo morte de PM.

14/5/2026
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Uma sessão de Tribunal do Júri em Cuiabá foi marcada por troca de provocações entre advogado e promotor durante a oitiva de testemunhas.

O momento de tensão começou quando o advogado Cláudio Dalledone explicava aos jurados a linha de perguntas que faria às testemunhas da defesa. Ao afirmar que precisava contextualizar os fatos aos integrantes do Conselho de Sentença, o advogado foi interrompido pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins.

Doutor, qual é a pergunta?”, questionou, acrescentando que a defesa estaria atuando como “comentarista de perguntas”.

O criminalista reagiu. “O senhor está saindo daquele garbo, elegância e gentileza, e está começando a colocar alguns epítetos aqui nesse advogado. Eu admirei o senhor pela gentileza. Não faça mais isso”, respondeu Dalledone.

O defensor rebateu dizendo que exercia regularmente sua função.

“Eu não sou comentarista, eu sou um advogado, e vou aqui respeitando a autoridade policial, respeitando o cidadão jurado, para fazer da maneira mais respeitosa possível. Não estou comentando nada.”

A discussão ganhou novo capítulo quando o promotor mencionou ter acompanhado publicações feitas pelo advogado nas redes sociais relacionadas ao julgamento.

Não pode?”, questionou o advogado. “Pode, a vontade”, disse o promotor.

Dalledone respondeu em tom irônico: “Obrigado por me seguir. Segue lá. Eu sigo de volta, prometo.” Disse, em seguida, que suas redes sociais têm conteúdo pedagógico. “É?”, questionou o promotor.

Veja:

O caso

O Júri narrado tem como réu o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, na capital mato-grossense.

Segundo a acusação, o PM foi atingido por disparos de arma de fogo após uma confusão registrada em Cuiabá. Durante o júri, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo delegados da Polícia Civil e pessoas que presenciaram o episódio.

O júri é conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª vara Criminal de Cuiabá. 

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