O Di Blasi, Parente & Associados participou do encontro "Diálogo Executivo Brasil China: Infraestrutura para a Nova Economia", realizado no dia 27/8, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes do setor público e privado, empresários, investidores e especialistas para discutir os caminhos da nova economia e as oportunidades decorrentes do fortalecimento das relações entre os dois países.
A participação do escritório ocorreu em diferentes momentos da programação, com contribuições voltadas à inovação, à propriedade intelectual, à transferência de tecnologia e à segurança jurídica nas relações empresariais sustentáveis.
Representando a banca, Gabriel Di Blasi, sócio-fundador, esteve no painel "Mobilidade, Energia, Inovação e Infraestrutura para a Nova Economia". Na ocasião, abordou o papel da propriedade intelectual nos investimentos e na internacionalização de empresas e afirmou que a infraestrutura necessária para a nova economia vai além de ativos físicos.
"A infraestrutura da nova economia é física, tecnológica, jurídica e intangível."
Segundo Gabriel, ao observar uma fábrica ou um projeto de infraestrutura, existe uma série de ativos estratégicos que não são imediatamente visíveis, mas que determinam grande parte do valor e da capacidade de inovação de uma empresa. Patentes, software, dados, conhecimento técnico, segredos empresariais, contratos, pessoas e processos integram essa infraestrutura e precisam ser considerados nas estratégias de investimento e expansão internacional.
O sócio-fundador também destacou que as relações econômicas entre Brasil e China não envolvem apenas capital. "Circulam tecnologia, conhecimento, dados, pessoas e propriedade intelectual".
Gabriel ressaltou ainda que a propriedade intelectual deve ser compreendida como um ativo estratégico para empresas que pretendem investir, produzir, desenvolver tecnologia e expandir seus negócios internacionalmente.
No painel, o especialista destacou a segurança jurídica como fator de previsibilidade para direitos, obrigações, riscos e responsabilidades em investimentos internacionais. "Previsibilidade transforma risco jurídico em risco administrável."
Nesse cenário, o advogado destaca que questões relacionadas à titularidade de tecnologias, às condições e aos territórios de utilização e às consequências de eventuais conflitos precisam ser definidas antes da realização do investimento. A transferência de tecnologia também foi apresentada como uma operação estratégica que exige planejamento jurídico e empresarial.
Para Gabriel, a transferência de tecnologia significa estruturar a circulação controlada de conhecimento sem comprometer seu valor econômico, considerando aspectos como uso, finalidade, território, prazo e limites de exploração.
O debate também abordou projetos de desenvolvimento conjunto e a definição de titularidade sobre futuras inovações. A definição de titularidade sobre tecnologias existentes, desenvolvimentos conjuntos, melhorias, aperfeiçoamentos e futuras explorações comerciais foi evidenciada com um dos pontos centrais da governança de propriedade intelectual.
A discussão trazida pelo especialista se aplica também a setores como mobilidade, energia, infraestrutura digital, software, dados, inteligência artificial, conectividade e tecnologias avançadas, nos quais diferentes ativos intangíveis podem estar integrados em um mesmo produto ou serviço.
Além da participação de Gabriel Di Blasi, o encontro contou com a presença de Luan Camargo, head do Asian Desk do Di Blasi, Parente & Associados, que vem conduzindo a atuação estratégica do escritório nas relações com empresas e instituições asiáticas, especialmente no contexto das oportunidades entre Brasil e China.
O escritório também esteve representado por Felipe Augusto Melo de Oliveira, diretor executivo, reforçando o envolvimento institucional do Di Blasi, Parente & Associados na construção de iniciativas voltadas ao relacionamento empresarial e à expansão de conexões internacionais. Participaram também os advogados, Paulo Armando de Souza e Nicole de Alencar, e a especialista de patentes, Júlia Braz.
Para o Di Blasi, Parente & Associados, a aproximação entre Brasil e China representa uma oportunidade para avançar de uma lógica baseada apenas em comércio e transferência de tecnologia para uma agenda mais sofisticada de desenvolvimento conjunto e coinovação.