Pílulas

"Amigos da lei"

25/4/2016

Entre as características do vice-presidente Michel Temer, impossível não citar seu lado associativo. Entre muitos grupos que participa, é um dos fundadores da confraria que reúne, há 31 anos, grandes nomes do Direito brasileiro.

Em encontros às sextas-feiras, "Amigos da Lei" é uma sociedade informal, sem sede, sem anuidade, sem diretoria, sem estatuto. Antes no antigo Esplanada Grill, no tempo em que era assíduo o saudoso Márcio Thomaz Bastos, eles se reúnem periodicamente em algum restaurante paulistano. Em torno de uma mesma mesa, eles têm conversa genérica, sem pauta. Ao final, como regra, há o rateio das despesas.

No primeiro mandato, Michel Temer recebeu os confrades no Jaburu. Daqui uns meses, provavelmente receberá os amigos em outro palácio brasiliense. A propósito, o amado Diretor de Migalhas já teve a indizível honra de ser recebido, como um amigo da lei, pelos confrades, num memorável almoço.

Além de Temer, vê-se, no rol dos assíduos confrades, entre outros, Antonio Carlos Mendes, Antonio Corrêa Meyer, Américo Lacombe, Edgard Silveira Bueno, Eduardo Muylaert, Hélio Lobo Jr., Luiz de Camargo Aranha, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Mario Sergio Duarte Garcia, Paulo Alcides Amaral Salles, Paulo Henrique dos Santos Lucon e Roberto Rosas. Diante de tal constelação de juristas, natural que um ou mais venha compor o futuro governo. Por isso, faz todo o sentido o fato de os jornais darem como certa a nomeação de um deles para o MJ. Referimo-nos a um dos assíduos confrades, o advogado criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira. Trata-se, indubitavelmente, de um nome que receberá aplausos gerais, e do meio jurídico nem se fala, tais os incontáveis predicados que possui. De nossa parte, somos até suspeitos para falar, tal a admiração e amizade que une a história deste informativo ao renomado advogado.

Apoiador de primeira hora deste poderoso rotativo, Mariz de Oliveira é autor das saborosas e inspiradas crônicas intituladas "Marizalhas", as quais foram enfeixadas numa simpática edição intitulada sugestivamente de "Crônicas Absolvidas". Na atual quadra brasileira, Antônio Claudio Mariz de Oliveira talvez seja, de fato, o nome perfeito, para o lugar certo, na hora exata.

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