Durante sessão do Tribunal Pleno, a presidente do TJ/PR, desembargadora Lidia Maejima, classificou como “afronta” os ataques racistas dirigidos à juíza auxiliar do STF, Franciele Pereira do Nascimento, e ao conselheiro do CNJ, Fábio Francisco Esteves, durante evento on-line promovido pela Escola Judicial da Corte.
A desembargadora afirmou que “magistrados, no exercício de suas funções e em espaço institucional, foram agredidos inadvertidamente".
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A presidente ressaltou que a gravidade do caso é ainda maior diante do contexto em que ocorreu: o lançamento do programa “Brasil Lilás”, do CNJ, voltado ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à promoção da dignidade humana, inspirado no programa “Paraná Lilás”.
“Que um ato de ódio tenha irrompido precisamente nesse espaço não é ironia, é uma afronta que exige resposta clara. (...) Agredir um ser humano em um evento oficial não é apenas um atentado ao indivíduo, é uma afronta à justiça e a todos que nela confiam.”
Por fim, Lidia Maejima afirmou que o Tribunal não será conivente com o racismo.
Confira: