Durante a retomada do julgamento no STF sobre a sucessão no governo do RJ, após a cassação de Cláudio Castro, o ministro Gilmar Mendes defendeu a importância da Justiça Eleitoral, relembrando ataques sofridos pela instituição.
“Nós vimos muito recentemente os ataques a que foram submetidos os órgãos da Justiça Eleitoral, pelo ex-presidente da República, pelo general-chefe do Ministério da Defesa, como se buscou atacar e vulnerar a Justiça Eleitoral. E nós ficamos na sua defesa.
Quem viu as palavras do general Paulo Sérgio, naquela fatídica reunião, dizendo que, a partir do convite feito — convite feito de maneira honesta pelo ministro Barroso —, eles tinham ‘acostado’, ou usou uma linguagem desse tipo, e, portanto, invadido o espaço da Justiça Eleitoral.
Não há fraude, mas obviamente temos elementos para daqui a pouco dar golpe, era disso que se cuidava.”
O ministro afirmou que episódios como esses tendem a ser esquecidos com o tempo, mas ressaltou a importância institucional da Justiça Eleitoral, afirmando que se trata de “joia da República”.
“E, no Brasil, os fatos vão se sucedendo e vão se sobrepondo, e as pessoas parecem que esquecem esses fenômenos. A Justiça Eleitoral é uma joia da República, uma construção a partir da Revolução de 30, e precisa ser preservada — e, claro, tem que se autopreservar.”
Nesse contexto, ao tratar do caso em julgamento sobre as eleições no Rio de Janeiro, Gilmar criticou a demora na tramitação do processo no TSE.
“Daí as minhas observações ontem, em relação ao processo, que, a meu ver, com todas as vênias e com todas as excusas, demorou demais, demorou demais.”
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