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Prompt injection é "caso de polícia", alerta ministro Salomão

Vice-presidente do STJ afirmou ao Migalhas que o uso malicioso de ferramentas de IA deve ser apurado.

1/6/2026
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Tentativas de manipulação de sistemas de inteligência artificial no Judiciário, como os casos de prompt injection identificados em petições, devem ser tratadas como "caso de polícia". Assim afirmou o vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão.

Em entrevista ao Migalhas durante o XIV Fórum de Lisboa, o ministro destacou que o avanço das ferramentas tecnológicas, especialmente da IA, traz novas questões ao sistema de Justiça, que precisam ser enfrentadas com rigor quando ultrapassam o campo ético.

"Auando a IA é má utilizada, com má-fé, que transborda a questão puramente ética, isso é caso de polícia, que tem que ser averiguado tanto no plano administrativo quanto criminal."

Veja a entrevista:

O ministro observou que as chamadas injeções de prompt foram a forma mais visível de um problema que, segundo ele, “não é tão novo” e já vinha ocorrendo de forma pontual. Para Salomão, os tribunais precisarão acompanhar a evolução das técnicas de manipulação e aperfeiçoar seus sistemas de IA para criar barreiras contra esse tipo de tentativa.

No caso do STJ, o ministro afirmou que o sistema Logos, sistema de inteligência artificial generativa desenvolvido pela Corte, já trabalha com mecanismos de defesa, identificação de fraudes e detecção de problemas.

Para Salomão, a apuração e a punição adequada dos responsáveis podem funcionar como mecanismo de prevenção. "Se nós apurarmos adequadamente e punirmos adequadamente, a tendência é evitar que isso aconteça no futuro."

Apuração

A fala do ministro ocorre após o STJ informar que investigará tentativas de uso de prompt injection em petições do acervo processual. A técnica consiste na inserção de comandos ocultos em documentos com o objetivo de interferir no funcionamento de sistemas de inteligência artificial.

Segundo a Corte, as ocorrências foram identificadas nas últimas semanas e neutralizadas pelas camadas de segurança do Tribunal.

Na ocasião, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, afirmou que os casos serão mapeados para permitir a aplicação de sanções processuais e a apuração de responsabilidade administrativa e criminal dos envolvidos.

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