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MP/DF processa Blaze e Virgínia por práticas abusivas em divulgação de bets

Parquet requer a condenação por danos morais coletivos no valor de não menos do que R$ 120 milhões.

9/7/2026
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O MP/DF acionou a Justiça contra a influenciadora digital Virgínia Fonseca e a empresa Foggo Entertainment, detentora e operadora da Blaze, por supostas práticas abusivas na divulgação de bets. 

O parquet requer a condenação por danos morais coletivos no valor de R$ 120 milhões. A informação foi divulgada pelo g1.   

A ação foi distribuída nesta quarta-feira, 8, à 7ª vara Cível de Brasília/DF.

MP/DF processa Virgínia Fonseca e Blaze por propaganda abusiva de bets.(Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado)

A ação do MP aponta indícios de "práticas abusivas, retenção sistemática de valores e imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis". 

A ACP partiu da reclamação de consumidores sobre retenção de valores depositados, bloqueio de contas e apresentação de justificativas genéricas. Também foi considerado relatório técnico com mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma.

Apuração

Na peça, o MP cita inquérito policial de MT segundo o qual "a empresa se valia de celebridades e influenciadores digitais para captar usuários e induzi-los a participar dos jogos disponibilizados no site, mediante promessas de ganhos rápidos e fáceis".

Ainda segundo a ação, as apurações foram iniciadas em 2023, período no qual a Blaze operava sem qualquer autorização federal.

O alvo das campanhas abusivas eram, em geral, indivíduos em situação de hipervulnerabilidade econômica, atraídos pela identificação com as figuras públicas contratadas e pela promessa de renda extra.

Dentro do jogo

Segundo o g1, para viabilizar a coleta e a análise das práticas publicitárias da Blaze, servidores do MP/DF se cadastraram na plataforma para monitorar as publicidades da empresa, e perceberam o envio sistemático de e-mails promocionais, "com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial e promessas de benefícios com elevado apelo comercial".

Na ação, o órgão requer a retirada das publicidades que prometam lucros fixos ou sugiram renda extra; custeio e veiculação de campanha de contrapropaganda educativa sobre os riscos do jogo; e indenização por danos coletivos não inferior a R$ 120 milhões. 

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