Advogado, professor universitário. Doutor em Direito (FDUP) e Filosofia (UFRJ). Preside as Com. de Judicialização da Saúde da OAB/RJ e a Com. Litigância e Políticas Públicas no Sistema de Saúde do IAB
Conforme a régua, as ações abusivas seriam 0,3%, de 3% a 15% ou 30%. Com diagnóstico tão incerto, o remédio precisa ser individual: indício concreto, fundamentação e contraditório.
A FDA propõe avaliar dispositivos médicos com IA generativa como se avalia um médico. O Brasil regula a conduta e o produto, mas ainda não avalia a competência do sistema.
A nova lei protege os honorários contratuais e reforça o advogado na recuperação judicial e no concurso de credores. Mas não liberou a penhora de salário nem afastou o teto da falência.
Desde 3 de setembro de 2026, o recurso especial precisa mostrar, em tópico próprio, por que a questão importa além do caso. O que muda, o que segue aberto e como escrever o tópico.
Ministros do STJ disseram em sessão que assistem aos vídeos das sustentações. A cena os honra e expõe o problema: a escuta depende de virtude, e não de regra.
O mecanismo de devolução do Pix recuperou em média 9,3% do valor contestado em 2025; no Reino Unido, com reembolso obrigatório, 88% voltaram às vítimas. O projeto no Senado é um primeiro passo.
A partir de janeiro de 2027, o recurso especial passa a custar 2% do valor da causa, com teto de R$ 107,3 mil. O que muda, os pontos cegos da nova tabela e o que fazer até dezembro.
Um recurso escondia, em fonte branca, uma ordem para a IA do tribunal. O caso expõe a régua que ainda falta: quem assina responde, seja advogado, seja juiz.
Parecer desfavorável do NatJus impede medicamento não incorporado? Decisão do TJ/SP mostra como Tema 6 e súmula vinculante 61 operam na prática: Nota técnica é prova qualificada, não veto.
A IA ouviu uma palavra que a perícia não encontrou, e o STJ excluiu o laudo. Agora, a IA chega à nota técnica da saúde. O art. 473 do CPC já diz o que o juiz precisa exigir antes de assinar a decisão.
Cortes da Argentina e do Brasil decidiram em sentidos opostos sobre a troca de remédio pelo plano de saúde. Sem estudo comparativo direto, proponho: Substituição sem prova é economia disfarçada.
O AI Act já vale: transparência exigível e multas de até 7% do faturamento global alcançam empresas brasileiras, enquanto o PL 2.338 segue sem data na Câmara.
A IA já diagnostica pacientes. E a ciência acaba de confessar que não sabe medi-la. Sem régua científica, não há parâmetro pericial - e o erro algorítmico será julgado sem metro.
Ação nos EUA contra a OpenAI e o lançamento do ChatGPT Health expõem lacuna do direito brasileiro: quando a IA fala direto ao paciente, sem médico, quem responde pelo conselho errado?
Uma minuta interna da ANS propõe reajuste de até 20% ao ano em planos individuais. O artigo mostra por que a proposta, Análise de Impacto Regulatório, ainda não passa no teste da legalidade.
Um gol anulado por 2,8 cm que ninguém pode auditar. Um atleta em colapso num estádio de risco sabido há dois anos. Quando o calor mata e a IA decide, a reparação chega tarde demais.
Por que o paciente precisa de um juiz para receber o que o SUS já aprovou? Estudo premiado revela: 57,5% dos remédios judicializados já tinham aval da Conitec. O gargalo está na entrega.
A medicina já leva IA ao laudo que decide ações de saúde. Mas quem interroga a máquina? O autor propõe um devido processo probatório algorítmico, em três deveres, e o STJ já começou a aplicá-lo.