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ACSP destaca que proteção da marca ganha protagonismo nas empresas

Recorde de pedidos no INPI mostra que empresas passaram a enxergar a marca como ativo estratégico para crescimento, proteção e geração de valor.

14/7/2026
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Nunca tantas empresas buscaram registrar suas marcas no Brasil. Em um mercado cada vez mais digital, competitivo e orientado pela reputação, proteger a marca deixou de ser apenas uma formalidade jurídica para se tornar uma decisão estratégica de negócios.

Mais do que identificar produtos ou serviços, a marca concentra valor, confiança, diferenciação e relacionamento com clientes. É um dos principais ativos intangíveis de uma empresa e, por isso, sua proteção passou a integrar a gestão de riscos, a estratégia de crescimento e a preservação do patrimônio empresarial.

Segundo o INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o Brasil registrou 504.461 pedidos de marca em 2025, o maior volume da série histórica. O dado evidencia uma mudança importante de mentalidade: empresários, startups, profissionais liberais e organizações de diferentes portes passaram a compreender que a marca não é apenas um elemento de comunicação, mas um ativo de propriedade intelectual que precisa ser protegido.

O recorde de 504.461 pedidos de marca no Brasil em 2025 reforça a importância da proteção da marca(Imagem: Divulgação/ACSP)

Esse movimento reflete três tendências claras no ambiente empresarial brasileiro:

  • Maior conscientização sobre propriedade intelectual;
  • Crescente preocupação com segurança jurídica;
  • Reconhecimento da marca como um ativo capaz de gerar valor e vantagem competitiva.

Da burocracia à estratégia empresarial

Durante muitos anos, o registro de marca foi tratado como uma etapa burocrática, normalmente realizada apenas quando a empresa já estava consolidada. Esse cenário, no entanto, mudou.

Hoje, é comum que um negócio invista na criação da identidade visual, registre domínios na internet, desenvolva presença nas redes sociais, faça campanhas de marketing e conquiste clientes antes mesmo de verificar se possui direito exclusivo sobre sua marca.

É justamente nesse ponto que reside um dos maiores riscos para empresas em crescimento: a visibilidade conquistada no ambiente digital não garante proteção jurídica.

Segundo especialistas do AC Marcas, serviço da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), muitas empresas procuram orientação somente após terem investido tempo, recursos financeiros e reputação em uma marca que ainda não estava legalmente protegida. Em boa parte dos casos, o problema surge justamente quando o negócio ganha relevância no mercado ou inicia um processo de expansão.

Entre as situações mais recorrentes estão:

  • Descoberta de marca semelhante já registrada por terceiros;
  • Recebimento de notificações extrajudiciais;
  • Necessidade de alterar nome, identidade visual ou domínio;
  • Conflitos administrativos perante o INPI;
  • Insegurança em processos de licenciamento, franquias ou expansão;
  • Dificuldades para impedir o uso indevido da marca no ambiente digital.

Além de evitar esses riscos, o registro proporciona maior segurança para investir em marketing, consolidar a reputação da empresa e expandir as operações com mais previsibilidade.

Marca também é patrimônio

A valorização das marcas acompanha uma tendência mundial: o crescimento da importância dos ativos intangíveis na economia.

Se antes o valor de uma empresa era medido principalmente por instalações, equipamentos ou estoques, hoje ele está cada vez mais associado à propriedade intelectual, tecnologia, reputação, softwares, relacionamento com clientes e força da marca.

Quando protegida e bem administrada, a marca pode influenciar diretamente:

  • A percepção de valor pelo consumidor;
  • A diferenciação frente à concorrência;
  • A capacidade de expansão para novos mercados;
  • A atração de investidores e parceiros;
  • Oportunidades de licenciamento;
  • Projetos de franquia;
  • Processos de fusões, aquisições e valuation.

Na prática, proteger a marca significa preservar todo o investimento realizado em posicionamento, comunicação, atendimento, desenvolvimento de produtos e construção de reputação.

Crescimento digital exige proteção desde o início

A transformação digital ampliou significativamente as oportunidades de crescimento para empresas brasileiras. Hoje, uma marca pode nascer em uma rede social, conquistar espaço em marketplaces, vender por plataformas digitais e alcançar consumidores em todo o país em pouco tempo.

Esse novo cenário acelera o crescimento dos negócios, mas também amplia a exposição a riscos.

Quanto maior a visibilidade de uma empresa, maior pode ser o impacto caso surjam disputas relacionadas ao uso da marca.

Por isso, antes de ampliar investimentos em publicidade, identidade visual, embalagens, canais digitais ou expansão comercial, é recomendável avaliar alguns aspectos fundamentais:

  • Se a marca está disponível para registro;
  • Se existem marcas semelhantes no mesmo segmento;
  • Se o nome escolhido apresenta riscos de conflito;
  • Se haverá segurança jurídica para sustentar o crescimento do negócio.

Segundo o AC Marcas, essa análise prévia reduz significativamente riscos futuros e permite que empresas invistam em sua expansão com maior tranquilidade.

Proteção de marca como decisão estratégica

Registrar uma marca deixou de ser apenas uma exigência jurídica. Tornou-se uma medida de gestão empresarial.

À medida que a economia se torna mais digital e competitiva, proteger a identidade do negócio representa não apenas reduzir riscos, mas também fortalecer um dos ativos mais valiosos da empresa.

Em um ambiente onde reputação, confiança e diferenciação influenciam diretamente o sucesso das organizações, a proteção da marca passa a caminhar lado a lado com inovação, crescimento e geração de valor.

Mais do que garantir exclusividade, registrar uma marca é criar bases sólidas para que o negócio cresça com segurança, preserve seu patrimônio e esteja preparado para aproveitar novas oportunidades de mercado.

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