O desembargador Márcio Roberto de Albuquerque, do TJ/AL, publicou nas redes sociais um extrato bancário que indicava saldo de R$ 96,10 para defender a remuneração dos magistrados.
No post, feito na véspera do pagamento do salário, ele afirmou que os rendimentos são fruto de “muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra” e rebateu críticas dirigidas ao Judiciário.
Saldo bancário
Na publicação, o desembargador mostrou dados de sua conta-salário no BRB e afirmou que decidiu consultar a situação financeira durante um momento de repouso.
O extrato divulgado apontava saldo negativo de R$ 161,83 na conta corrente e R$ 257,93 em aplicação de poupança, CDB automático ou fundo automático. Com isso, o saldo total indicado era de R$ 96,10.
Ao comentar o resultado, o magistrado escreveu que chegou ao fim do mês em situação tranquila.
“O resultado? Cheguei ao fim do mês ‘de boa’, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com graças de Deus.”
A publicação foi feita em 19 de agosto, um dia antes da data que, segundo o próprio desembargador, seria destinada ao recebimento de seu salário.
Arraste para o lado e veja:
Críticas à magistratura
No mesmo texto, Márcio Roberto afirmou que aproveitaria a divulgação para defender os salários pagos à magistratura brasileira.
Segundo ele, os vencimentos dos integrantes do Judiciário seriam frequentemente alvo de críticas feitas em tom “malicioso e inconsistente”, com generalizações destinadas a desmerecer a Justiça e seus integrantes.
Ao mencionar o pagamento que receberia no dia seguinte, o desembargador sustentou que o rendimento decorre do exercício da função.
“Um ganho que é fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra.”
Rendimentos
Dados disponíveis no Portal da Transparência do TJ/AL indicam que o desembargador recebeu, em agosto, R$ 70.082,99 em vencimentos líquidos.
O valor foi o maior registrado no ano até então. Nos demais meses, os pagamentos líquidos também ficaram acima do teto constitucional de R$ 46.366,19.
Entre janeiro e julho, a média mensal líquida recebida pelo magistrado foi de R$ 65.311,38.
Ao tratar dos chamados “penduricalhos”, o desembargador afirmou ter conhecimento da existência dessas verbas, mas disse que elas não integram sua realidade financeira.
“A propósito, sobre os chamados e decantados ‘penduricalhos’, sequer tenho conhecimento de onde estavam eles. Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira.”