Quanto a(o) seu plural...?
1) Uma leitora envia-nos uma mensagem em que indaga como se deve dizer: I) "Quanto a seu plural..."; II) "Quanto ao seu plural..."
2) Como a diferença entre os exemplos é o acréscimo de um artigo definido no segundo exemplo, a questão resume-se a saber se o pronome possessivo (no caso, seu) admite ou não artigo antes de si.
3) Uma lembrança dos exemplos mais corriqueiros de linguagem mostra que é facultativo o emprego do artigo antes do pronome possessivo: I) "Meu amigo virá para a grande solenidade"; II) "O meu amigo virá para a grande solenidade"; III) "Encontrei meu exemplar autografado do Código da Vida, de Saulo Ramos"; IV) "Encontrei o meu exemplar autografado do Código da Vida, de Saulo Ramos"; V) "Dei um exemplar do livro a meu amigo"; VI) "Dei um exemplar do livro ao meu amigo".
4) E, assim, respondendo de modo específico à indagação formulada, são corretas as duas formas de expressão: I) "Quanto a seu plural..."; II) "Quanto ao seu plural..."
5) Ante essa faculdade de usar ou não o artigo, é também oportuno verificar o que se dá com o feminino, em tais casos, e sobretudo com a crase: I) "Minha amiga virá para a grande solenidade"; II) "A minha amiga virá para a grande solenidade"; III) "Encontrei minha cópia..."; IV) "Encontrei a minha cópia..."; V) "Dei um exemplar do livro a minha amiga"; VI) "Dei um exemplar do livro à minha amiga"; VII) "Quanto a sua forma..."; VIII) "Quanto à sua forma..."
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Dúvida do leitor
A leitora Mariana de Jesus Lourenço envia a seguinte mensagem ao Gramatigalhas:
"Deve-se dizer 'Quanto a seu plural' ou 'Quanto ao seu plural'?!"
Envie a sua dúvida.
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Manual de Redação Profissional
José Maria da Costa
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“Esta
obra é fantástica! ... um trabalho monumental de pesquisa e inteligente
organização, em ordem alfabética, das expressões em português e em brasileiro,
tudo bem comentado, explicado em linguagem simples, com exemplos didáticos e
enriquecido com citações de outros autores, quase todos os que contribuíram
para a construção da catedral do idioma... melhor que as quase noventa mil
páginas da internet, melhor que todos os autores de trabalhos sobre a arte de
escrever, melhor que todas as respeitáveis obras até hoje publicadas como
orientadores lingüísticos ou como auxílio e tira-dúvidas da língua
portuguesa... Enfim, estamos diante de um esplêndido resultado de anos e anos
de pesquisas e locuções e de expressões da língua, cuidadosamente
dicionarizadas e inteligentemente estudadas, explicadas, expostas com rigor
sóbrio de linguagem absolutamente lúcida, nos dois sentidos de lucidez:
brilhante e precisa.” Saulo Ramos
Dr. José Maria da Costa,
autor das Gramatigalhas e do Manual de Redação
Profissional, é graduado em Direito, Letras e
Pedagogia, advogou por mais de dez anos antes de ingressar na Magistratura
paulista, classificando-se em primeiro lugar. Já aposentado, integra a Advocacia
Rocha Barros Sandoval.
Mestre
em Direito pela PUCSP - Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo e Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas.
Professor de Linguagem Forense na Universidade de São Paulo e na Escola
Paulista da Magistratura, Professor de Direito Civil na Universidade de
Ribeirão Preto, foi Diretor da Associação dos Magistrados Brasileiros, e é
Diretor do IMB - Instituto dos Magistrados do Brasil.
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Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 6 de janeiro de 2010.
ISSN 1983-392X