Quinta-feira, 9 de setembro de 2010


Quanto a(o) seu plural...?

1) Uma leitora envia-nos uma mensagem em que indaga como se deve dizer: I) "Quanto a seu plural..."; II) "Quanto ao seu plural..."

2) Como a diferença entre os exemplos é o acréscimo de um artigo definido no segundo exemplo, a questão resume-se a saber se o pronome possessivo (no caso, seu) admite ou não artigo antes de si.

3) Uma lembrança dos exemplos mais corriqueiros de linguagem mostra que é facultativo o emprego do artigo antes do pronome possessivo: I) "Meu amigo virá para a grande solenidade"; II) "O meu amigo virá para a grande solenidade"; III) "Encontrei meu exemplar autografado do Código da Vida, de Saulo Ramos"; IV) "Encontrei o meu exemplar autografado do Código da Vida, de Saulo Ramos"; V) "Dei um exemplar do livro a meu amigo"; VI) "Dei um exemplar do livro ao meu amigo".

4) E, assim, respondendo de modo específico à indagação formulada, são corretas as duas formas de expressão: I) "Quanto a seu plural..."; II) "Quanto ao seu plural..."

5) Ante essa faculdade de usar ou não o artigo, é também oportuno verificar o que se dá com o feminino, em tais casos, e sobretudo com a crase: I) "Minha amiga virá para a grande solenidade"; II) "A minha amiga virá para a grande solenidade"; III) "Encontrei minha cópia..."; IV) "Encontrei a minha cópia..."; V) "Dei um exemplar do livro a minha amiga"; VI) "Dei um exemplar do livro à minha amiga"; VII) "Quanto a sua forma..."; VIII) "Quanto à sua forma..."

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Dúvida do leitor

A leitora Mariana de Jesus Lourenço envia a seguinte mensagem ao Gramatigalhas:

"Deve-se dizer 'Quanto a seu plural' ou 'Quanto ao seu plural'?!"

Envie a sua dúvida.


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Manual de Redação Profissional


José Maria da Costa

 

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“Esta obra é fantástica! ... um trabalho monumental de pesquisa e inteligente organização, em ordem alfabética, das expressões em português e em brasileiro, tudo bem comentado, explicado em linguagem simples, com exemplos didáticos e enriquecido com citações de outros autores, quase todos os que contribuíram para a construção da catedral do idioma... melhor que as quase noventa mil páginas da internet, melhor que todos os autores de trabalhos sobre a arte de escrever, melhor que todas as respeitáveis obras até hoje publicadas como orientadores lingüísticos ou como auxílio e tira-dúvidas da língua portuguesa... Enfim, estamos diante de um esplêndido resultado de anos e anos de pesquisas e locuções e de expressões da língua, cuidadosamente dicionarizadas e inteligentemente estudadas, explicadas, expostas com rigor sóbrio de linguagem absolutamente lúcida, nos dois sentidos de lucidez: brilhante e precisa.” Saulo Ramos

Dr. José Maria da Costa, autor das Gramatigalhas e do Manual de Redação Profissional, é graduado em Direito, Letras e Pedagogia, advogou por mais de dez anos antes de ingressar na Magistratura paulista, classificando-se em primeiro lugar. Já aposentado, integra a Advocacia Rocha Barros Sandoval. Mestre em Direito pela PUCSP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Membro da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas. Professor de Linguagem Forense na Universidade de São Paulo e na Escola Paulista da Magistratura, Professor de Direito Civil na Universidade de Ribeirão Preto, foi Diretor da Associação dos Magistrados Brasileiros, e é Diretor do IMB - Instituto dos Magistrados do Brasil.

 

 


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Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 6 de janeiro de 2010.
ISSN 1983-392X

 



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