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Gilmar cita galinheiro para criticar confusão no STF: "serviço mal feito"

Decano comparou procedimentos a uma “grande barafunda” e defendeu ordem e uniformidade nas apurações.

15/9/2026
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O ministro Gilmar Mendes recorreu a uma metáfora inusitada, nesta terça-feira, 15, para criticar a forma como vêm sendo conduzidos os procedimentos que envolvem integrantes do STF.

Durante a sessão, o decano contou uma história que, segundo disse, ouviu do professor Everardo Maciel. No episódio, um homem chamado Zé teria ido até a casa do delegado-geral do Recife, mas, ao tentar entrar no imóvel, acabou escalando o muro e caindo justamente no galinheiro da residência. O barulho alvoroçou as aves e chamou a atenção do delegado, que apareceu com uma lanterna em uma mão e um revólver na outra.

Ao reconhecer o invasor, o delegado teria perguntado o que ele fazia ali. Diante da situação atrapalhada e da tentativa frustrada de entrar na casa, o homem respondeu apenas: “serviço mal feito, doutor”.

Gilmar usou a história para resumir sua avaliação sobre a condução dos procedimentos no STF:

"É o que se percebe disso tudo. Nós estamos vivenciando uma realidade de serviço muito mal feito."

Para o ministro, a confusão reforça a necessidade de organizar os diferentes procedimentos em discussão e foi usada como argumento em favor da questão de ordem que propôs para reunir os casos relacionados.

Gilmar afirmou que há falta de clareza sobre o andamento das apurações, os critérios utilizados para dar prosseguimento a determinados procedimentos e o tratamento conferido aos diferentes elementos de inteligência reunidos. Segundo o decano, a situação acabou se transformando em uma “grande barafunda”.

“Segura tal processo, anda aquele e coisa assim, isso tudo fica uma grande barafunda.”

Ao final, defendeu que o Tribunal estabeleça uma ordem para os procedimentos, identifique com precisão o que está sendo investigado e examine as informações ainda controvertidas antes de prosseguir.

“Seria muito recomendável que nós colocássemos um pouco de ordem nesse processo, soubéssemos do que nós estamos investigando, verificássemos todas essas informações que não estão seguras.”

Na sequência, Fachin fez uma ponderação sobre a condução dos trabalhos. Gilmar então esclareceu que sua crítica não era dirigida pessoalmente ao presidente do STF.

A manifestação ocorreu durante a discussão da questão de ordem apresentada pelo próprio Gilmar para que os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam analisados conjuntamente pelo plenário.

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