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Mendonça assume relatoria do caso Banco Master após saída de Toffoli

Redistribuição ocorreu após PF apontar menções ao nome de Toffoli em mensagens sob segredo de Justiça.

12/2/2026
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O ministro do STF André Mendonça será o novo relator do inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master na Corte.

A definição ocorreu por meio de sistema eletrônico de redistribuição, depois que o ministro Dias Toffoli solicitou sua saída do caso.

Toffoli estava à frente do inquérito desde novembro do ano passado. A mudança foi motivada após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, fazem referência ao nome de Toffoli.

O conteúdo dessas menções está sob segredo de Justiça. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão.

Com a redistribuição, caberá a André Mendonça conduzir os próximos desdobramentos da investigação. Ele já relata outro inquérito no Supremo, que trata de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

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André Mendonça assume inquérito do Banco Master no STF após saída de Toffoli.(Imagem: Gustavo Moreno/STF)

Saída de Toffoli

A saída de Toffoli foi discutida em reunião convocada por Edson Fachin, que reuniu os ministros por cerca de três horas para apresentar o relatório da Polícia Federal. Na ocasião, os integrantes da Corte também ouviram a manifestação do próprio Toffoli, que inicialmente defendeu sua permanência na relatoria.

No entanto, o ministro decidiu deixar o caso diante da pressão pública relacionada à sua atuação no inquérito. Desde o mês passado, ele vinha sendo alvo de críticas após reportagens apontarem que a Polícia Federal teria identificado irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master.

Esse fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertence a familiares de Toffoli. Mais cedo, o ministro confirmou ser um dos sócios do resort e declarou que não recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro.

Em nota oficial, os ministros manifestaram apoio ao colega e afirmaram que não havia elementos que configurassem suspeição ou impedimento e que a redistribuição ocorreu a pedido do próprio ministro, com fundamento no regimento interno do STF.

Veja a nota do Tribunal:

"Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam:

Luiz Edson Fachin, Presidente

Alexandre de Moraes, Vice-Presidente

Gilmar Mendes

Cármen Lúcia

Dias Toffoli

Luiz Fux

André Mendonça

Nunes Marques

Cristiano Zanin

Flávio Dino"

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